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Lula: Novo capítulo das mentiras de ‘Veja’

Lula: Novo capítulo das mentiras de'Veja'

Lula: Novo capítulo das mentiras de ‘Veja’ – Foto: Reprodução

Os advogados do ex-presidente Lula divulgam nota em que contestam a nova reportagem da revista ‘Veja’. Segundo eles, é mais um capítulo da saga difamatória contra Lula.

Do Instituto Lula:


Nota dos advogados sobre revista Veja

A reportagem publicada na revista Veja que começou a circular na data de hoje (14.05.2016), intitulada “PGR não tem mais dúvidas de que Lula comandou trama contra a Lava Jato”, faz parte de mais um capítulo da capítulo da campanha difamatória lançada contra o ex-presidente por setores da imprensa e por autoridades descomprometidas a realidade dos fatos e com o Direito.

A revista afirma que teve acesso a peça processual elaborada pelo Procurador Geral da República que está anexada a processo que tramita sob segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal. O vazamento desse documento revela uma tentativa de superar a sua fragilidade jurídica perante o Poder Judiciário por meio de uma fantasiosa versão divulgada pela imprensa, que não é compatível com o que efetivamente foi apresentado pelo Ministério Público Federal e, sobretudo, com o fato de Lula sempre ter agido dentro da legalidade antes, durante e após o exercício do cargo de Presidente da República.

O ex-presidente Lula já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República em 08.04.2016 que jamais conversou com o Senador Delcídio do Amaral ou com qualquer pessoa meios para interferir na conduta do condenado Nestor Cerveró ou em qualquer outro assunto relativo à operação Lava Jato.

O acordo de delação premiada feito entre o Ministério Público Federal e Delcídio do Amaral objetivando permitir que este último saísse da prisão e tivesse as penas abrandadas não tem o condão alterar essa realidade. Primeiro, porque delação premiada não é meio de prova, mas “meio de obtenção de prova” (IQ 4.130-QO), como já decidiu o Supremo Tribunal Federal. Segundo, porque a narrativa apresentada por Delcídio como parte desse acordo em relação ao ex-presidente Lula é mentirosa e incompatível com as afirmações por ele emitidas de forma espontânea — como se verifica na própria gravação feita por Bernardo Cerveró.

O receio de uma delação premiada de Nestor Cerveró recaía sobre Delcídio do Amaral e não sobre o ex-presidente Lula. Os depoimentos prestados por Cerveró nos processos deixam clara essa situação, face às graves acusações feitas a Delcídio do Amaral e não em relação a Lula.

O Procurador Geral da República tentou superar a ausência de qualquer prova em relação ao ex-presidente Lula mediante a utilização de extratos que mostram apenas que este último conversou com Delcídio do Amaral e com José Carlos Bumlai. Ocorre que Lula já havia esclarecido que conversava com Delcídio porque este último era líder do Governo. E com Bumlai, porque mantém com ele relação de amizade. Tais conversas, portanto, longe de configurar qualquer prova ou indício de crime, mostram apenas uma conduta normal do ex-presidente em relação a pessoas com as quais mantinha relações políticas ou de amizade.

Também foi usado, para essa mesma finalidade, um e-mail enviado por Delcídio do Amaral a secretária do Instituto Lula para agendamento de uma reunião. Ou seja, o documento apenas demonstra que Delcídio do Amaral pediu uma reunião com o ex-presidente, nada mais.

É evidente, diante desse quadro, que não há justa causa para qualquer ação penal contra o ex-presidente Lula, sendo reprovável a iniciativa do Procurador Geral da República, o vazamento do documento e a versão fantasiosa divulgada pela revista.


2 Comentários

  • Precisamos resgatar para manter um Brasil justo,pessoas de caráter que esta faltando em nossa politica em todas as áreas. Nada contra ,nem nada a favor, dos que estão ai, porém,precisamos de uma nova eleição para escolhermos por nós mesmo, políticos que tenham o minimo de brio e dignidade.O Brasil pede !
    Agora ,Lula convenhamos né,e olha que votei na sua pessoa. Basta !

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