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O Golpe é democrático, diz Heráclito Fortes

O Golpe é democrático, diz Heráclito Fortes

O Golpe é democrático, afirma Heráclito Fortes – Foto: Reprodução/Facebook

O deputado Heráclito Fortes (PSD-PI) afirmou no plenário da Câmara que “o golpe é democrático”. Não foi muito diferente do que disse Ayres Britto, aquele da “pausa democrática”.

 

 

Os nomes mudam, mas o golpe é o mesmo. Em 1964 eles chamaram de revolução. Hoje dizem que é “golpe democrático” para livrar o país da corrupção. Pobre Brasil.

Heráclito Fortes foi, segundo informações publicadas no site Brasil 247, o anfitrião do golpe:


Heráclito Fortes revela como se tornou anfitrião do golpe

O deputado federal Heráclito Fortes (PP-PI) revelou como atuou, por mais de um ano, como anfitrião de um grupo de parlamentares e políticos da oposição para discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o jornalista Luiz Maklouf, do Estado de S. Paulo, entre os participantes dos jantares na residência do deputado estão os deputados Benito Gama (PTB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Raul Jungmann (PPS-PE), Rodrigo Maia (DEM-RJ), senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pauderney Avelino (DEM-AM), Mendonça Filho (DEM-PE), Júlio Lopes (PP-RJ), Danilo Forte (PSB-CE), Carlos Marun (PMDB-MS), Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB-PE), Tadeu Alencar (PSB-PE).

Outro convidado, na área econômica, por duas vezes, foi o economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso. O senador e economista José Serra (PSDB-SP), também compareceu com frequência.

Nelson Jobim, ex-ministro do governo Lula, teria sido um dos principais agentes jurídicos dos encontros. “Nós precisávamos ter uma noção técnica de um processo de impeachment. E ele foi perfeito. Mostrou os três lados da moeda”, lembrou o deputado piauiense. “Ele nos deu conforto nos momentos em que decisões do Supremo nos desanimaram. Disse que era necessário criar um ambiente político dentro do Congresso, para poder viabilizar uma votação do impeachment, e que também era necessário apresentar um projeto de alternância de poder”, confirma o deputado Danilo Forte (PSB-CE).

“O grupo do Heráclito teve muita conversa, e pouquíssimo vazamento”, disse o ex-governador de Pernambuco e deputado de terceiro mandato Mendonça Filho, outro de seus participantes frequentes, inclusive no G-8. “Não era uma agenda de conspiração, mas uma agenda de construção do Brasil”, afirmou. “Discutiu o impeachment durante 12 meses, e foi uma bússola, sem a qual teríamos errado mais”. Das comidas memoráveis, Mendoncinha, como também é conhecido, citou a farofa, a carne de sol e o bacalhau. “Se fôssemos pagar a conta de vinho, não ia dar”, brincou.

Leia reportagem na íntegra.


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