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Caiu Jucá. E o Temer?

Caiu Jucá. E o Temer?

Caiu Jucá. E o Temer? – Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O ministro do Planejamento do governo Michel Temer, Romero Jucá, pediu licença do cargo até que o Ministério Público esclareça as “condições” dos diálogos divulgados.

Saiu no Brasil 247:


Cai Jucá. Temer resiste?

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, disse que pedirá licença do cargo até que o Ministério Público Federal esclareça as “condições” de seu áudio divulgado nesta segunda-feira.

A partir desta terça, o ministério do Planejamento terá o atual secretário-executivo, Dyogo Oliveira, no comando. Especulações apontam que o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, assumiria o lugar de Jucá no Planejamento, e seria substituído por Moreira Franco.

A saída de Jucá ocorre horas depois do escândalo da gravação em que ele conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, a quem diz que é preciso “parar essa porra” e “estancar a sangria” da Lava Jato com a troca do governo.

Em menos de duas semanas, Temer produz mais uma crise gigantesca e corre o risco de não resistir no cargo.

Ao chegar no Congresso para falar sobre a meta fiscal, ele foi vaiado e chamado de golpista.

No fim de semana, sua casa, em São Paulo, foi cercada por manifestantes.

Até agora, Temer ainda não conseguiu colocar os pés na rua.

Confira reportagem da Agência Brasil:

Jucá vai se licenciar do cargo de ministro do Planejamento

Ivan Richard – O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), disse agora que vai se licenciar do cargo a partir de amanhã (24) até o Ministério Público Federal se manifestar sobre as denúncias contra ele.

“Vamos aguardar a manifestação do Ministério Público com toda a tranquilidade, porque estou consciente que não cometi nenhuma irregularidade e muito menos qualquer ato contra a apuração da Lava Jato, apoiei a Lava Jato”, disse em entrevista no Congresso Nacional, após o presidente interino Michel Temer entregar a proposta de meta fiscal revisada. “Enquanto o MP não se manifestar, aguardo fora do ministério. Depois disso, caberá ao presidente Temer me reconvidar ou não, ele vai discutir o que vai fazer”, afirmou.

O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem hoje (23) que diz que em conversas, gravadas em março, o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto para impedir o avanço da Operação Lava Jato sobre o PMDB, partido do ministro.

Jucá disse que vai protocolar hoje um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão avalie se há alguma ilegalidade na gravação que comprometa a permanência dele no ministério. No período da licença, Jucá reassumirá o mandato de senador e permanecerá na presidência do PMDB. O Ministério do Planejamento ficará sob comando do secretário-executivo Dyogo de Oliveira.

Romero Jucá disse que a decisão de se licenciar foi pessoal. Segundo ele, o presidente interino Michel Temer deu um voto de confiança, mas preferiu se licenciar para não ser usado “como massa de manobra”.

Entrevista

Mais cedo, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que tenha tentado obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Jucá disse ainda que não iria pedir afastamento do cargo. O ministro afirmou que não teme ser investigado.

“Nunca cometi e nem cometerei qualquer ato para dificultar qualquer operação, seja Lava Jato, ou qualquer outra”, disse Jucá, em entrevista coletiva à imprensa. “Da minha parte, sempre defendi e explicitei e apoiei com atos a Operação Lava Jato. A política terá uma outra história depois da Operação Lava Jato”.

De acordo com a reportagem, em um dos trechos da gravação Jucá disse que “tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

Ao ser questionado sobre o trecho, Jucá disse que estava se referindo ao cenário da economia do país, e não a uma paralisação da Lava Jato.

“Estava falando em delimitar as responsabilidades, que é dividir quem tem culpa e não tem culpa. Delimitar responsabilidade não é parar a investigação. Não tem esse diálogo, nessa conversa”, disse, argumentando que o jornal usou “frases soltas dentro de um diálogo”.

“A análise que fiz e comentários que fiz com o senador Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras] são de domínio público. Disse o que tenho dito permanentemente a jornalistas, em entrevistas e debates”, afirmou.

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