Blog do Mailson Ramos

As promessas vãs dos inimigos do PT

As promessas vãs dos inimigos do PT

As promessas vãs dos inimigos do PT – Foto: Reprodução

Moralistas deixaram a máscara cair ao longo do percurso. É importante reconhecer que parte dos indignados com a corrupção se alçou ao poder com promessas vãs.

Quem acreditou nas promessas do Movimento Brasil Livre (MBL), do Kim Kataguiri e companhia, teve ontem (27) uma surpresa nada agradável. A liderança do movimento recebia auxílio de partidos políticos (PSDB, DEM, PMDB e SD) adversários de Dilma Rousseff para organizar manifestações favoráveis ao impeachment.

A moralidade do MBL foi atirada ao lixo porque os seus organizadores sempre se disseram independentes; não recebia, segundo eles, qualquer auxílio partidário e a sua causa era mantida com a venda de camisas e outros acessórios produzidos para o enfrentamento ideológico ao PT. A máscara caiu e não foi a primeira vez que isso aconteceu desde a ascensão do governo usurpador de Michel Temer.

Você que acreditava na formação de um governo de notáveis, construído sobre bases morais sólidas, viu Michel Temer aglutinar um ministério de corruptos de primeira linha, sem chances para negros ou mulheres. Temer assumiu para governar para uma minoria e as suas políticas visam cortes e mais cortes: ele tem o Meirelles como a Dilma, equivocadamente, teve o Levy.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, recebeu nesta semana Alexandre Frota e o criador dos Revoltados Online, Marcello Reis, para dar sugestões. Não foi um professor de carreira, não foi um intelectual, não foi a professorinha da creche do interior da Paraíba, não foi um estudante que tem as verbas de sua educação desviadas. Não. Foram dois inveterados antipetistas que procuravam notabilizar-se com a ascensão de um governo que precisou golpear a democracia para assumir poder.

Você que acreditava na lisura do processo de impeachment contra Dilma acabou ouvindo gravações que expõe as vísceras do golpe. Um golpe político que sequer os jornalistas brasileiros mais alinhados ao antipetismo conseguem esconder. Não apenas Jucá, Renan ou Sarney (para citar as revelações mais impactantes), declararam que se urdiu a derrubada de Dilma com a mais vil das conspirações. De íntegro, o processo de impeachment só teve a encenação.

Se você louva a Lava Jato (ainda que entenda que houve excesso no processo, o que não a invalida por completo) e acreditava nas promessas de que o governo Temer cuidaria para não paralisá-la, acabou ouvindo de um dos seus mais importantes ministros que ela precisava ser estancada para o bem da casta política; ouviu que os barões da mídia participam das decisões políticas com a influência dos seus jornais.

E se agora há um sentimento de frustração que o faz colidir com o sistema de representação, lembre-se que só com política é que se pode combater a corrupção. É preciso exigir o poder que pertence ao povo para que ele escolha os seus representantes após purgar este sentimento de insatisfação. Se a Dilma for afastada e o Temer governar até 2018, o seu sucessor não terá estabilidade política para governar.

A possibilidade de impeachment seguirá os próximos presidentes e este processo traumático de ruptura democrática e constitucional será uma constante nos próximos períodos. Não é o Temer e muito menos o seu governo os responsáveis por salvar o país e devolver a unidade nacional. Neste momento de falha ideológica e política entre a população, o brasileiro precisava ser mais arguto. E menos suscetível às promessas vãs dos inimigos do PT.

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