Blog do Mailson Ramos

Temer-Cunha é a chapa da conspiração

Temer-Cunha é a chapa da conspiração

Temer-Cunha é a chapa da conspiração – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Michel Temer e Eduardo Cunha estão sendo desmascarados pela imprensa internacional. A chapa Temer-Cunha não tem nada a oferecer senão conspiração.

Há muito tempo Michel Temer e Eduardo Cunha arregaçam as mangas para derrubar a presidenta Dilma Rousseff.

Pautas-bomba, travamento do legislativo, má vontade para com o executivo, tramas, conspirações, traições e ocultismo foram algumas das armas utilizadas para destruir um governo já combalido.

Cunha exercia seu trabalho de desestabilização do governo. Matérias e projetos de fundamental importância foram vencidos ou deixados de fora da pauta ao sabor das decisões maquiavélicas do presidente da Câmara.

O que se armou no TCU foi a mais escancarada farsa com as tais “pedaladas ficais”. As contas do governo não foram ainda votadas pelo Congresso e atualmente a maioria dos chefes do executivo (prefeitos e governadores) utilizam os créditos suplementares para reforço do orçamento.

Quando o golpe adquiriu o roteiro final com a aceitação do pedido de impeachment e a escrachada chantagem de Cunha, o vice-presidente da República entrou em cena. Naquele momento o PMDB estava pronto para desembarcar do governo e aportar no golpismo.

Em 30 de março de 2015, no Twitter, Temer publicou: “O impeachment é impensável, geraria uma crise institucional. Não tem base jurídica e nem política.”

Era uma defesa estabelecida sob a traição. Durante mais de um ano, vários parlamentares se encontraram sob a tutela do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) para discutir o impeachment de Dilma. Não era somente uma discussão. Ali se tramava a queda de uma governante em pleno exercício de seu poder adquirido democraticamente pelo voto popular.

O áudio divulgado propositalmente para mostrar à população quem era Temer e o quais seriam as suas medidas para conter a crise foi mais um resultado da conspiração do PMDB para assumir o poder sem o voto popular.

O Palácio do Jaburu se tornou o QG do Golpismo como bem afirmou o Levante Popular da Juventude. Lá o Temer se reuniu com parlamentares antes da votação do impeachment, ofereceu cargos sem tê-los; após a votação se reuniu com lideranças do PMDB, com Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e até convidou políticos para assumir cargos.

Fala-se que Temer teria todos os ministros prontos para assumir caso a presidenta Dilma seja afastada pelo senado. Está claro que a conspiração urdida nas alcovas do poder coloca a democracia de joelhos diante de interesses de grupos hegemônicos.

O Brasil precisa ser capaz de ver o que está escancarado. E fugir do discurso midiático para entender que o que está em jogo não é apenas o mandato de Dilma Rousseff, mas a democracia.

É preciso impedir que esta chapa Temer-Cunha assuma o poder indiretamente, sem voto e sobrepujando democracia. Eles vão governar para aqueles com quem se reúnem há muito tempo. E o povo? O povo pagará o pato que os empresários, amigos do Skaf, não querem pagar.

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