Blog do Mailson Ramos

O STF continua em silêncio. Até quando?

O STF continua em silêncio. Até quando?

O STF continua em silêncio. Até quando? – Foto: Renato Aroeira

O STF continua em silêncio sepulcral, lavando as mãos como o fez Pôncio Pilatos. Mas até quando resistirá na conveniência? Até quando?

A charge de Renato Aroeira dispensa qualquer complementação. O STF de fato lavou as mãos, assim como fez Pôncio Pilatos e será o responsável pela ruptura democrática que se precipita neste mau momento para o Brasil.

Eduardo Cunha colocou os poderes da República de joelhos. Começa a pesar sobre as massas da Direita o galardão pelo impeachment. E ele é amargo, intragável. Cunha continua tão supremo quanto o próprio Supremo, ainda que as denúncias contra ele se acumulem ao longo dos dias.

O mundo está estarrecido com o que acontece no Brasil. Países de democracia consolidada questionam como um deputado que é réu em processos na Suprema Corte poderia conduzir um processo de impedimento de uma presidente cuja ficha criminal não consta sequer uma investigação.

A justiça brasileira tenta garantir a sua estabilidade diante do mundo, mas está confrontada com os equívocos que influenciam diretamente na política do país, no agravamento da crise e o pior: proporcionando a liberdade a quem se valeu de vingança e chantagem para depor a presidenta da República.

Estamos diante de um fato grave: o ministro Gilmar Mendes afirmou que, mesmo sendo réu em processos que tramitam no STF, Cunha poderia assumir a vice-presidência da República, com o afastamento de Dilma Rousseff. É uma possibilidade terrível. Depois de todos os escândalos, todos os processos, as contas na Suíça, os pagamentos de propina, as chantagens, as manobras e a vingança, Cunha seria recompensado com a vice-presidência.

Escrevo aqui por atribuição de minhas convicções e ideologias, mas também como registro histórico da tragédia que poderá se abater sobre o Brasil caso o STF não combata a sua inércia. E se há empecilho atravancando o caminho de suas excelências, por deliberação da história, um dia haveremos de saber. Mas se não há obstáculo, por que não foi julgado o pedido de afastamento de Eduardo Cunha?

Ainda que o STF tomasse a decisão de indeferir o pedido de afastamento, seria uma posição. Poderíamos enfim entender que a Suprema Corte teve uma posição, ainda que execrável. Mas este silêncio deixa pairar na atmosfera um contributo às teorias conspiratórias, às opiniões recorrentes de que existe algo de errado.

O impeachment vai conflagrar o Brasil. Nem mesmo a continuidade do governo Dilma poderia uni-lo. Mas o diálogo entre os poderes sim. E este diálogo não existirá em hipótese alguma enquanto a presidência da Câmara for ocupada por um homem que se acostumou às mais baixas perfídias para se manter no poder.

O STF pode até silenciar e lavar as mãos. Mas não poderá fugir do fato histórico.

8 Comentários

  • Se vocês interferem em meu comentário e me solicitam moderação,sinto ser este jornal,não confiável também,como tudo mais neste país….Cuidado a quem está postando um comentário aqui,pois não pode dizer realmente o que pensa ,mesmo sendo APARTIDÁRIA…

  • Quer dizer que agora depois de todo esse espetáculo de escândalos, estão querendo resumir a uma só pessoa? Eduardo Cunha? O único no país que teve coragem de impedir o projeto de um partido que queria transformar o Brasil em uma colônia. Que não queria que houvesse outros candidatos a presidente a não ser somente o que eles indicassem, por seu próprio partido? Um ex, que não quer ser ex? E qual deles não pairam as mesmas acusações? Não é hora de procurarmos culpados, é hora de fazermos uma reflexão em nossos futuros votos, a história está aí, e somente nós com a ajuda de Deus, é quem podemos mudá-la. *** Já escrevo aqui, respeito o direito de todos de opinar, como todos aqui, esse também é meu ponto de vista.***

  • A Câmara dominada por Cunha e asseclas, o Senado por Aécio e similares e o STF dominado por Gilmar Mendes, seu filhote Toffoli e outros, a quem apelar por legalidade? Desânimo! Se não já tivesse 63 anos, pensaria em sair do país!

    • Eu sairei tão breve quanto possível e incentivo a todos que conheço a fazerem o mesmo. ABANDONAR ESSA DESGRAÇA DE VEZ! Este golpe foi a gota d’água; eu não esperava por isso em pleno século 21. Quando um cidadão não acredita mais nas instituições de seu país, a única coisa a fazer é ir embora.

    • Tenho que concordar com você.cara Sônia,.Já estou com 60 anos,professora aposentada e nunca sonhei assistir um dia,neste país,tal cenário de horror permitido e agravado pelo Supremo Tribunal da justiça.Um Supremo,que como DEUSES ,abandonaram a nação a própria sorte…Se não temos e nem podemos confiar no poder legislativo,nem no poder executivo por estar enfrentando um complô,uma conspiração nos infringindo com uma ruptura democrática e nem no poder judiciário que se calou,ignorando os verdadeiros fatos. e situação..Não punindo nem afastando os corruptos denunciados pelo Ministério Público,acredite,teremos que buscar socorro em nós mesmos…O momento é de REVOLUÇÃO..Infelizmente tenho que concordar com alguns quando defendem ,se preciso for,e já se tornou mais do que necessário,A LUTA ARMADA e que fique bem claro , sou APARTIDÁRIA.Não estou aqui incitando o ódio ,a intolerância ….A paciência,a esperança,a fé ,a tolerância tem uma limite que podemos ou conseguimos suportar.Precisamos marchar até Brasília e exigir com todas as armas disponíveis uma atitude…A não permissão de transferência de poder aos mais corruptos deste país…Eu tenho filhos…eu tenho os meus netos…não nos restou outra saída ou posição ….Pois nossos jovens estão anestesiados com ideias das” forças ocultas” que lideram estes movimentos. nas redes sociais….

    • Seria ótimo de houvesse algum tribunal internacional a quem pudéssemos recorrer, com pessoas sérias e imparciais, diferentemente dos 11 VAGABUNDOS OMISSOS E PARCIAIS DO NOSSO STF, e de um certo juiz caipira com cara de rato e voz de mulherzinha.

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