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Máfia da Merenda: delator entrega Capez

Máfia da Merenda: delator entrega Capez

Máfia da Merenda: delator entrega Capez – Foto: Marco Antonio Cardelino/ ALESP

O lobista Marcel Ferreira Julio afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), era destinatário de parte da propina da Máfia da Merenda.

E o Capez faz crer que a Corregedoria-Geral da Administração do governo Alckmin “demonstrou que não houve fraude nos contratos com a Secretaria”. Ou seja, investigação para os outros é bom, é correto; quando é contra o PSDB é “de cunho político”.

Saiu no Brasil 247:


Capez ficava com desvio da merenda, diz delator

O lobista que atuou no esquema de desvios da merenda escolar em São Paulo, Marcel Ferreira Julio afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), era destinatário de parte da propina. Marcel fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público, homologado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na terça-feira (5).

Marcel afirmou ter tratado dos pagamentos com dois ex-assessores de Capez, Jéter Rodrigues e Merivaldo dos Santos, além de Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, ainda auxiliar do tucano e muito próximo dele.

Os servidores disseram a Marcel, segundo a delação, que a propina era destinada para fins eleitorais. O contato entre o lobista da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) e a equipe do tucano aconteceu na época das eleições de 2014, quando Capez foi o deputado estadual mais votado do Estado.

O depoimento de Marcel, filho do ex-deputado Leonel Julio, também investigado pela Operação Alba Branca, era o mais esperado, pois ele é visto como o elo entre a cooperativa e os políticos. O lobista se apresentou à polícia na semana passada depois de ficar mais de dois meses foragido.

Em nota, o deputado Fernando Capez afirmou nesta quinta (7) que foi inserido “cunho político eleitoral” na Operação Alba Branca, enquanto a “apuração legítima e isenta” da Corregedoria-Geral da Administração, ligada ao governo do Estado, “demonstrou que não houve fraude nos contratos com a Secretaria”.


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