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A desafinada orquestra das semanais

A desafinada orquestra das semanais

A desafinada orquestra das semanais – Foto: Reprodução/Nossa Política

Veja, IstoÉ e Época, as famosas semanais, não tendo mais argumento para o golpe que fracassa dia após dia, resolveram apelar para a “compra de votos do governo Dilma para se salvar do impeachment”.

A velha mídia sofre de uma doença chamada falta de credibilidade.

No Blog do Planalto:


#GovInforma: A torcida organizada das semanais com o factoide da ‘compra de votos’

Quando o linchamento público fracassa, quando se constata a reação vitoriosa ao ódio, à intolerância e ao rancor como estratégia para o triunfo político, quando são evidentes os sinais de arrefecimento da ação golpista, a saída é recorrer a factoides.

Desesperados.

É o que se conclui com a orquestra afinada (ou desafinada?) das revistas semanais, que em suas edições deste fim de semana abordaram, de maneira uníssona, a tese de “compra de votos do Palácio do Planalto para combater o impeachment na Câmara”.

Tese, sim, e em tom de “denúncia”. A negociação de emendas e cargos – “e até dinheiro”, como narra uma das publicações – é descrita com a agressividade habitual pelas revistas Época, IstoÉ e Veja. Ainda que não exibam prova alguma, nem sequer uma declaração oficial de parlamentares abordados ou “comprados”, ou outra mínima evidência capaz de sustentar a tese como fato jornalístico.

Era para ser jornalismo, mas não passa de torcida organizada.

Embarcam, assim, na onda dos denunciadores, que acusam o governo de fazer exatamente aquilo que – eles, sim – estão fazendo. Como declarou o ministro Ricardo Berzoini na sexta-feira (8), “mesmo com todo o esforço de cooptação de parlamentares, com promessas de cargos e vantagens, eles não têm os votos”.

Não há “compra de votos” em curso. A aproximação, o diálogo e as negociações feitas pela área política do Palácio do Planalto não se resumem a apenas uma votação, e sim para um relançamento do governo no dia seguinte após o Brasil superar a agenda catastrofista do impeachment.

A tese das semanais constitui, isto sim, mais um capítulo da tentativa inclemente de aprovar o impeachment a qualquer preço. Na falta de evidência prática de sua vitória, as revistas e os apoiadores do golpe parecem torcer para sua “profecia autorrealizável”.

O termo, cunhado em 1949 pelo cientista social norte-americano Robert Merton, em inglês chama-se self-fulfilling prophecy.

Na prática, significa você repetir tanto uma coisa, com bases falsas, até que ela se torne realidade.

Neste caso, não se tornará.

Reportagem da Revista Veja

Reportagem da Revista Época

Reportagem da Revista IstoÉ


2 Comentários

  • As famosas semanais, (QUANTO É, VEJA QUE MERDA e FORA DE ÉPOCA ), tão famosas que oferecem de presente, para quem faz uma assinatura: UM REPOLHO E UM VIDRO DE BRILHANTINA,na verdade estão desesperadas, vendo o GOLPE ir por água abaixo, e as pesquisas indicarem o LULA, liderando a corrida presidencial para 2018, e que suas mentiras já não enganam nem eles mesmos. SÓ RESTA À MÍDIA GOLPISTA CHORAR.

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