Blog do Mailson Ramos

Comissão foi jogo jogado; batalha final é no plenário

Comissão foi jogo jogado; batalha final é no plenário

Comissão foi jogo jogado; batalha final é no plenário – Foto: Lula Marques/Agência PT

A Comissão de Impeachment foi jogo jogado; resultado era previsível. Batalha dura ocorrerá no plenário da Câmara a partir da próxima sexta-feira.

O jogo da Comissão do Impeachment já estava jogado desde que Eduardo Cunha organizou-a, de modo a oferecer os resultados que os políticos de oposição queriam: o relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment.

Ainda que o relator Jovair Arantes (PTB-GO) não tenha a mínima ideia do que relatou – fez somente aquilo que exigiam os seus pares – o relatório serviu como uma “batalha” vencida pelos favoráveis ao afastamento da presidenta da República.

Convém dizer, porém, que a guerra não está vencida e que o resultado não foi de todo amargo para os governistas; considerando o microcosmo da Comissão e a pequena diferença de votos entre aqueles que aprovaram ou desaprovaram o relatório, no plenário da Câmara o embate tende a ser ainda mais efusivo. E quanto mais acirrada for a votação, mais distante se torna a possibilidade de que a oposição consiga 342 votos.

No jogo jogado da Comissão, valeu a mão manipuladora de Eduardo Cunha; é como se aquele espaço restrito com 65 deputados representasse um balão de ensaio onde as experiências de manipulação tivessem resultado quase que programado.

No plenário da Câmara, entretanto, com um macrocosmo influenciado por diversos fatores externos e internos, o resultado não será extraído de um prognóstico elementar. Nas duras batalhas políticas, o conteúdo responsável pela vitória ainda é o diálogo, portanto, não estão certos de vitória os oposicionistas e nem os governistas, afinal, daqui até a próxima sexta-feira (15), quando provavelmente se iniciará o processo de votação, não haverá previsão que resista a novas notícias.

É ali que traidores e heróis ganharão suas marcas para o futuro e estabelecerão seus nomes na história, de modo negativo ou positivo, dependendo do espectro ideológico a que serão submetidos.

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