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Professores municipais fazem protesto em Salvador

Professores municipais fazem protesto em Salvador

Professores municipais fazem protesto em Salvador – Foto: Nossa Política

Professores municipais fizeram manifestação hoje (9) pela manhã na região do Iguatemi, em Salvador. Eles reivindicaram melhores condições e a reserva da jornada de trabalho.

O site Nossa Política esteve hoje (09) na região do Iguatemi, em Salvador, onde professores municipais protestavam contra a falta de investimento da prefeitura em educação. Entidades sindicais como a APLB Sindicato (Rede Municipal de Salvador), CNTE e CTB deram apoio às manifestações dos professores contra o sucateamento das escolas na rede municipal de ensino da cidade de Salvador.

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É com o espírito de luta por uma educação pública de qualidade que nós, profissionais de educação da rede municipal, paralisamos as nossa atividades. Não é o nosso desejo deixar seus filhos (nossos alunos) fora da escola; entretanto, fomos obrigados a interromper as aulas para exigir da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Educação, o cumprimento da lei e a valorização da nossa profissão.

A greve está focada na reserva da jornada, que visa a melhorar as condições de trabalho dos professores, a fim de oferecer educação digna para os seus alunos.

O que é a reserva da jornada de trabalho?

É o tempo que o professor utiliza da sua carga horária para planejamento, estudos, preparação de aulas e outras atividades. Isso permite ao profissional ter acesso a uma formação continuada, que resulta no melhor preparo  para mediar os conhecimentos dos estudantes.

Pedimos o seu apoio à nossa luta, porque a defesa da educação não deve ser apenas dos educadores, mas dos pais, alunos e de toda a sociedade.

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A gestora educacional e professora Clarice Pereira concedeu-nos entrevista em que fala das reivindicações dos professores e quais são as suas críticas em relação à prefeitura de Salvador com respeito à educação:

O que diz a prefeitura?

A prefeitura de Salvador disse em nota que lamenta a continuidade da greve dos professores. Disse ter concordado com todas as condições da categoria, incluindo assinatura de um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público. “Mas infelizmente a intransigência e a disputa política interna pelo comando da APLB estão prejudicando cerca de 150 mil estudantes”, diz a nota.

Em relação à reserva da jornada de trabalho, a Prefeitura diz que 89% das escolas da rede municipal já têm o método implantado. A nota confirma que os professores paralisados terão ponto cortado e que a prefeitura teme que isso prejudique os profissionais que continuam em salas de aula.

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