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PMDB deixará o governo ainda hoje

PMDB deixará o governo ainda hoje

PMDB deixará o governo ainda hoje – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O PMDB, de Michel Temer, vice-presidente da República, deixará o governo ainda hoje. A definição foi tomada pela maioria dos diretórios e os cargos ocupados pelos peemedebistas serão entregues.

O PMDB tomou gosto pelo golpe. A ele não interessa ocupar cargos no governo, se se pode tê-lo nas mãos. E muito mais usurário foi Michel Temer, aquele que pode se tornar presidente da República sem ter um voto.

Saiu no Valor:

PMDB deve romper com Dilma hoje

Às vésperas da reunião do diretório nacional, os principais líderes do PMDB decidiram que o rompimento do partido com o governo será feito hoje por aclamação. A decisão é um sinal de força do vice-presidente Michel Temer (SP), eventual substituto da presidente Dilma Rousseff na hipótese de aprovação o impeachment, e não foi modificada mesmo depois do encontro do vice com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anteontem, no aeroporto de Congonhas.

Ontem, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, entregou a carta de demissão. A saída dos outros seis ministros pemedebistas e a entrega dos demais cargos do partido deve ocorrer até 12 de abril. Essa foi a contrapartida encontrada para satisfazer também a ala governista do PMDB, que pretendia discutir o rompimento apenas em meados do próximo mês.

A ruptura do PMDB é o primeiro passo de um processo que deve levar o partido a aprovar o voto pelo impeachment da presidente da República. Mas também é uma condição para que o partido tenha legitimidade nas negociações de um novo governo. O entendimento é que o PMDB precisará demonstrar união para conversar com os partidos da oposição, que serão fundamentais para a sustentação de um governo de transição pemedebista.

Ontem, o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que o eventual afastamento de Dilma não garantirá a estabilidade política almejada por alguns setores da sociedade. Segundo ele, movimentos sociais alinhados ao governo não aceitarão passivamente o impeachment. “Certamente, a julgar pela fome de poder daqueles que estão conduzindo o impeachment, certamente a próxima vítima seria o Temer”, acrescentou.

Mesmo assim, o governo ainda não desistiu de buscar no partido votos para impedir o afastamento da presidente. O Palácio do Planalto ainda achava que poderia contar com uma parcela pequena de dissidentes pemedebistas. Mas o pedido de demissão do ministro do Turismo, na noite de ontem, foi visto como um sinal de que a decisão do PMDB tem mais apoio interno que parecia à primeira vista. Alves é um dos ministros mais próximos a Temer e, dos sete pemedebistas que integram o ministério, é o de maior influência na bancada do partido na Câmara dos Deputados, onde já foi líder e presidente da Casa.

“Estou certo de que, sendo a senhora alguém que preza acima de tudo a coerência ideológica e a lealdade ao seu próprio partido, entenderá a minha decisão”, disse Alves em carta entregue à Casa Civil no começo da noite.

A executiva do PMDB de Minas Gerais também decidiu pela saída do partido do governo em decisão tomada na tarde de ontem em Belo Horizonte. Em Minas, o PMDB é o principal aliado do PT, no governo de Fernando Pimentel.

O rompimento do PMDB já havia sido comunicado ao governo no domingo, quando Temer se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Na conversa, o vice presidente avaliara a situação como “irreversível”.

Temer também disse a Lula que o clima de animosidade no partido foi agravado após a nomeação de Mauro Lopes, deputado federal por Minas Gerais, para a Secretaria de Aviação Civil, que contrariou proibição interna do PMDB de novas adesões de filiados ao governo até que o partido se decidisse sobre a permanência no governo. O vice também fez uma avaliação da situação do PMDB em cada Estado, indicando a Lula que havia maioria no partido para deixar o governo.

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