Blog do Mailson Ramos

Parlamentarismo é coisa de quem não vence nas urnas

Parlamentarismo é coisa de quem não vence nas urnas

Parlamentarismo é coisa de quem não vence nas urnas – Foto: Tiago Bertulino

Ressuscitaram a ideia de parlamentarismo no Brasil. Com a desculpa de renovar o sistema político, parlamentares da oposição vão aderindo a esta ideia.

O ínclito senador José Serra, em aliança constante com setores do PMDB, estratégia que já lhe valeu a entrega do pré-sal em votação no Senado, ressuscita a ideia do parlamentarismo no Brasil.

Ele tem o apoio do colega Aloysio Nunes, autor da PEC do Parlamentarismo, que, segundo O Globo, já tem apoio de 27 senadores.

Esta história de parlamentarismo é para elevar ao poder quem jamais recebeu um voto do povo. Ou quem recebeu, como o PSDB, mas nas últimas eleições só tem levado ferro, com as apologias pela expressão.

E diante da impossibilidade de voltar ao poder, o PSDB quer descartar o presidencialismo e tirar do povo o direito de eleger o seu principal representante.

Na Câmara, o principal representante desta proposta é Eduardo Cunha.

Esta história de buscar a estabilidade política alterando o sistema é nada mais do que uma medida para enfraquecer o poder de quem está no poder. E o PT é a carta da vez. Porque isso aconteceu com Jango de 1961 a 1963.

Já que não se ganha nas urnas, vamos alterar o sistema político.

No Uol se dá detalhes da proposta do Aloysio Nunes. Notem que o presidente continuará a existir, mas não mandará nada, pois esta atribuição caberá ao primeiro-ministro. Adivinha quem vai eleger este representante? A Câmara dos Deputados:

De acordo com o projeto, o governo seria chefiado pelo primeiro-ministro, indicado pela maioria da Câmara dos Deputados, que possui autoridade da administração pública. Já o Presidente da República, eleito pelo voto popular, será o Chefe de Estado (que tem a responsabilidade de ratificar tratados internacionais em nome do país). O sistema é semelhante ao de países como Portugal e França, em que o presidente tem mais poderes do que num regime parlamentarista puro.

4 Comentários

  • Todo sistema político brasileiro precisa ser desfeito e repensado sob a luz dos novos tempos, da cultura e dos meios sórdidos com que se elege um político. Por exemplo: Dilma pagou 60 milhões a um marqueteiro para quê? Fazer um produto que o mercado assimile e compre. Se fosse bom não precisaria, mas além disso fraudou todos os índices econômicos desfavoráveis levando à bancarrota a classe empresarial e trabalhadora privada. Se fosse boa, não seria instruída a fabricar notícias (falsas) e boatos sobre seus adversários e muito menos do caixa 3 patrocinado pelas estatais.
    O parlamentarismo não resolverá mas dificultará esse conluio de interesses blindados pelo corporativismo e trocas de benesses. Ninguém mais será absoluto senão pelos resultados.

  • Talvez aqui no Brasil fosse o sistema ideal, tendo em vista que quem elege o presidente não é o povo mas sim os marqueteiros, e aí vale tudo, acusações não precisam ser provadas, familiares não são poupados e a pressão é tamanha que pouco adianta o direito de resposta diante da maneira como desconstroem um candidato. Então qual é o respaldo do voto? É como comprar gato por lebre e dizer que o negócio foi sacramentado pelo pagamento. Para eleger presidentes dessa maneira,melhor eentão o parlamentarismo.

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