Blog do Mailson Ramos

Congresso Nacional quer sufocar os poderes do governo

Congresso Nacional quer sufocar os poderes do governo

Congresso Nacional quer sufocar os poderes do governo – Foto: Reprodução/PMDB

Congresso Nacional rema contra o governo: cada casa proporá suas medidas econômicas que serão diametralmente contrárias às definições do Planalto.

O Congresso Nacional e o governo terão agendas econômicas próprias. O que significa que o país continuará sofrendo de uma doença chamada indecisão. O impasse político tem atravancado o crescimento econômico e desacelerado as condições para a saída da crise.

Tudo tem um motivo claro: o Senado e a Câmara querem assumir o protagonismo das decisões econômicas. Isso define uma incapacidade do executivo de negociar com o legislativo e acrescenta mais uma pá de cal na relação entre Dilma, Renan e Cunha como chefes dos poderes que representam.

Diz a matéria do Estadão que “essa pauta deverá conter propostas que contrariam as prioridades do governo ou do PT, como a concessão de independência ao Banco Central, a proibição de mudanças em contratos de concessão, a fixação de teto para o endividamento da União e as reformas tributária e previdenciária”.

Parece cada vez mais claro que os presidentes do Senado e da Câmara se beneficiam da fragilidade do governo e da presidenta Dilma para aprovar projetos que vão de encontro ao PT; também se ilumina a percepção de que poucos petistas resistem ao assédio dos adversários.

A presidenta está cercada por peemedebistas que avançam sobre tudo aquilo que era caro ao PT e ao governo; quem imaginou que o Congresso Nacional mudaria em 2016, errou completamente. Ele ainda é dirigido por Renan Calheiros e Eduardo Cunha: um se aliou ao Serra para entregar o pré-sal; o outro dispensa apresentações porque sua ficha é corrida.

Se o Congresso nacional fosse outro, talvez fossem outras as medidas e as perspectivas. Não virá nada de bom para o país sem que antes beneficie um setor ou um poder hegemônico. Afinal, deputados e senadores foram eleitos por empresas, ainda que se saiba que empresas não votam.

Deixe um Comentário!