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Anúncio do impeachment estampa velha mídia

Anúncio do impeachment estampa velha mídia

Anúncio do impeachment estampa velha mídia – Foto: Reprodução

Capas e homepages de jornais da velha mídia ganharam os anúncios da campanha “Impeachment Já”, do Scaf e da Fiesp. Esse negócio de impeachment de fato vale ouro.

Quando o Paulinho da Força (SD-SP) disse que “tem muita gente querendo financiar o impeachment”, estava se referindo a estes anúncios e outras publicidades a mais que ocuparam as páginas – completamente – dos jornalões brasileiros.

A campanha “Impeachment já”, liderada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), chegou às páginas de quatro grandes impressos do país ontem (29).

Se pela queda da Dilma estão gastando os tubos na velha mídia, imagina o que fariam se chegarem ao governo. Está escrito nas estrelas onde pretendem chegar os golpistas.

O Estadão cobriu o que chama de homepage.

E como ele, os jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Globo veicularam anúncio em 14 páginas do primeiro caderno, com o manifesto contra o governo de Dilma Rousseff.

A velha mídia exerceu, por dinheiro e ideologia, o que costuma fazer desde que o PT ascendeu ao poder. O que o Paulinho falou aos seus conjurados em reunião começa a aparecer na imprensa.

Alguém pode dizer: A mídia veiculou um anúncio que foi pago. É verdade. Mas pago por quem? Pela Fiesp? De onde veio este dinheiro? Quem está por trás destes pagamentos? A Fiesp agora acumula fundos para campanhas publicitárias?

Esse negócio de impeachment vale ouro e até a votação na Câmara, muita gente vai encher os bolsos. Tudo isso expõe o caráter classista desta discussão. É a turma do “dinheiro fácil” chorando miséria, mas ocupando a mídia tradicional inteira com anúncios.

A coisa não para por aí porque a mídia passa maus bocados e a sede dos golpistas em gastar não se mede. Os interesses são hegemônicos e só.

E você aí acreditando que eles estão lutando pelos trabalhadores.

1 Comentário

  • Os empresários querem um mercado livre dos cartéis patrocinados pelo governo, querem uma economia confiável, que os impostos pagos sejam revertidos em serviços públicos para o público e não para os correligionários, sindicatos, movimentos sociais do governo e cartéis.
    Não é golpe é contra golpe.

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