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Partido de Paulinho da Força recebeu “ajuda” da UTC

Partido de Paulinho da Força recebeu “ajuda” da UTC

Partido de Paulinho da Força recebeu “ajuda” da UTC – Foto: Celso Junior/AE

O esquema de propinas entre empreiteiras e partidos era tão promíscuo que a UTC até comprava informações do TCU via Thiago Cedraz, filho de Aroldo Cedraz, o presidente do tribunal.

Tudo a mesma sopa, como diria o jornalista Mino Carta.

E o TCU posando de autoridade moral e contábil enquanto o filho do seu presidente vendia informações sigilosas.

São os falsos moralistas.

Em O Globo:


Tesoureiro do SD diz que UTC fez repasses em espécie ao partido

(…)

O depoimento ocorreu em 26 de outubro de 2015, em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga suposta venda de informações privilegiadas do Tribunal de Contas da União (TCU) ao dono da UTC por parte do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz. Luciano é primo de Tiago. Os dois já foram sócios e são da executiva nacional do Solidariedade – o advogado é secretário de assuntos jurídicos do partido. Tiago é suspeito de receber R$ 50 mil mensais para vender informações do TCU a Pessoa.

O empreiteiro entregou à Procuradoria Geral da República (PGR), em sua delação premiada, uma relação de diversas visitas de Luciano e Tiago à UTC para, supostamente, receberem o dinheiro. Os dois são formalmente investigados no inquérito em curso no STF, assim como o ministro do TCU Raimundo Carreiro.

Pessoa contou ter feito um pagamento único de R$ 1 milhão a Tiago para obter informações sobre processo referente à usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ). O empreiteiro afirmou ter interpretado que o dinheiro seria destinado a Carreiro, relator do processo no tribunal. A UTC integra consórcio vencedor de contrato de R$ 1,75 bilhão para obras da usina.

(…)

O dinheiro se destinava a despesas do partido, segundo o tesoureiro. A PF quis saber se em algum momento Luciano depositou parte dos recursos em sua conta pessoal. “Isso aconteceu em uma oportunidade, na qual depositou R$ 9 mil, tendo gasto em despesas, porém ressarcido ao partido logo após”, registra o depoimento. O tesoureiro disse ainda que os diretores do partido sabiam da “ajuda” da UTC, entre eles Tiago Cedraz. “Ao receber as quantias, o declarante noticiava ao presidente do partido.”

Diante do teor do depoimento do tesoureiro do Solidariedade, a PF voltou a ouvir Pessoa. O delator negou que os repasses tinham o propósito de “ajudar” o partido e confirmou a versão de que os repasses se destinavam à compra de informação privilegiada do TCU.


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