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Moura: Aécio Neves ficou com 1/3 da propina de Furnas

Moura: Aécio Neves ficou com 1/3 de Furnas

Moura: Aécio Neves ficou com 1/3 da propina de Furnas – Foto: Lula Marques/Agência PT

Repercute a delação do lobista Fernando Moura sobre a propina em Furnas, segundo ele, um esquema muito parecido com o que aconteceu depois na Petrobras.

O esquema de Furnas ganha vulto nas palavras de Fernando Moura.

E mais uma vez aparece o nome de Dimas Toledo, um dos nomes indicados por Aécio e que teria dito que o esquema de Furnas era igual ao esquema da Petrobras.

Na Folha:


‘É um terço SP, um terço nacional e um terço Aécio’, diz delator sobre Furnas

O lobista Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou em depoimento ao juiz Sergio Moro que Furnas era uma estatal controlada pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG), cujo indicado para a diretoria foi escolhido por ele e aceito pelo governo Lula, e que o esquema de propina se assemelhava ao instalado na Petrobras. “É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio.”

A declaração foi feita em resposta a questionamento do Ministério Público Federal, durante novo depoimento prestado ao juiz em Curitiba, nesta quarta-feira (3).

O nome de Aécio foi citado por Moura quando citou ter ocorrido uma reunião em 2002, logo após a vitória de Lula, onde se discutia a escolha de nomes para a diretoria de diversas estatais, entre elas a Petrobras.

A reunião serviria para selecionar cerca de “cinco diretorias de estatais” para alimentar o caixa de campanhas eleitorais futuras. “O que seria interessante a nomeação das pessoas? Foi conversado sobre Petrobras, Correio, Caixa Econômica Federal, Furnas, Banco do Brasil”, relacionou Moura. Todos deveriam ser funcionários com, no mínimo, 20 anos de carreira na empresa.

Para a Petrobras, o nome indicado ao então ministro Dirceu foi o de Renato Duque. Neste contexto, o lobista disse que citou o nome de Dimas Toledo para a diretoria de Furnas, o que o petista teria recebido com ressalva. “Ele usou uma expressão: ‘Dimas, não, porque se entrar em Furnas, se colocar ele de porteiro, ele vai mandar em Furnas, ele está lá há 34 anos, é uma indicação que sempre foi do Aécio”.

Moura prossegue a explicação. Um mês e meio depois da conversa, Dirceu novamente o teria chamado para endossar o nome de Toledo. “Ele perguntou qual era minha relação com o Dimas Toledo e eu respondi que o achava competente, profissional. Então ele me respondeu: ‘Não, porque esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula. Então você vá lá conversar com o Dimas e diga para ele que vamos apoiar [a indicação de seu nome]'”.

Ainda segundo o lobista, Dimas Toledo, ao assumir a diretoria, afirmou a Moura que “em Furnas era igual”, referindo-se a esquema de propina. “Ele disse: ‘Não precisa nem aparecer aqui. Vai ficar um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio’.

(…)

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