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Moro é o herói americano na ‘Americas Quarterly’

Moro é o herói americano na Americas Quarterly

Moro é o herói americano na ‘Americas Quarterly’ – Foto: Reprodução

No site da ‘Americas Quarterly’, uma matéria sobre Moro capaz de fazer inveja a Veja, escrita por Matias Spektor, professor de Relações Internacionais da FGV e colunista da Folha de S. Paulo.

“Brasileiro do ano”. “Personalidade do Ano.” “Uma das pessoas mais influentes” do Brasil. Assim inicia o artigo publicado no site da revista Americas Quarterly sobre a “estrela” Sérgio Moro.

Apresentado na capa da publicação com uma referência aos Caça-Fantasmas (em inglês Ghost Busters) Moro e sua equipe foram apresentados como Exterminadores da Corrupção. Uma montagem épica da luta messiânica contra os assaltantes dos cofres públicos.

Toda esta mobilização para realçar o estrelismo de um brasileiro nos faz lembrar a capa histórica do Caçador de Marajás, aquele que viria das Alagoas para salvar o Brasil da corrupção; ou do menino que salvaria “O menino pobre que mudou o Brasil”.

A luta contra a corrupção ganha ares internacionais. Só se esqueceram de mencionar sobre a seletividade, sobre a intransigência de Moro, sobre o que pensam alguns juristas, sobre o que diz a Suprema Corte.

E se o PT desconfia que o “Grupo do Paraná” tem fortes ligações com a oposição, não há mais do que desconfiar. Porque FHC, como se ninguém do seu partido estivesse envolvido nesta enxurrada de lama, falou sobre a “mudança cultura” que é, para eles, a nova visão do combate à corrupção:

“A mudança cultural progride mais lentamente do que a mudança institucional,” observou do Brasil o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “E nós temos uma cultura que ainda não é exatamente democrática; ele ainda é tolerante de corporativismo, dos privilégios e clientelismo”.

E na mesma revista onde Moro é ovacionado, FHC também. Esqueceram apenas de mencionar o Brindeiro e a Pasta Rosa:

Como presidente entre 1995 a 2002, ele [FHC] criou a Controladoria – Geral da União para servir como um provedor de justiça no âmbito do governo federal. Isso levou à criação de um Ministério Público – uma figura que viria uma ajuda fundamental para Moro, durante suas investigações, duas décadas depois.

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