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Ministro do TCU relata ação de suspeito de lhe pagar propina

Ministro do TCU relata ação de suspeito de lhe pagar propina

Ministro do TCU relata ação de suspeito de lhe pagar propina – Foto: Lula Marques/ Agência PT

Raimundo Carneiro, ministro do TCU relatava acordo de leniência envolvendo a UTC, empreiteira de Ricardo pessoa que teria lhe pagado propina.

Vícios e promiscuidades do judiciário são pústulas abertas e não notadas. Para a turba que vocifera contra a Dilma e o Governo isso não interessa.

Raimundo Carneiro, ministro do TCU, relatava acordo de leniência da UTC, empreiteira de Ricardo Pessoa, aquele que lhe teria pagado propina.

No Jornal do Brasil:


Ministro do TCU relata acordo de leniência de dono da UTC, suspeito de lhe pagar propina

O ministro do Tribunal de Contas da União, Raimundo Carreiro, investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter recebido propina do dono da construtora UTC, era até esta quinta-feira (11) o relator na Corte de acordo de leniência proposto por essa própria empreiteira.

O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação premiada ter pago R$ 50 mil mensais ao advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, para obter informações privilegiadas do órgão. Pessoa queria informações especialmente sobre um processo no tribunal sobre obras da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), relatado por Raimundo Carreiro.

A UTC faz parte do consórcio contratado para obras de R$ 1,75 bilhão em Angra 3. Em sua delação, Ricardo Pessoa contou que Tiago Cedraz pediu um repasse único de R$ 1 milhão, em espécie. Segundo Pessoa, esse dinheiro se destinaria a Raimundo Carreiro, que era o relator do processo sobre as obras.

Carreiro foi indicado através de sorteio para relatar a proposta feita ao governo pela UTC, equivalente à delação premiada de pessoas físicas. Num acordo de leniência, a empresa se compromete a colaborar com as investigações e a ressarcir o Erário. Em troca, garante a possibilidade de fechar novos contratos com o poder público. Em julho do ano passado, Carreiro começou a atuar como relator do acordo de leniência proposto pela UTC.

De acordo com reportagem de O Globo, Carreiro afirmou que vai se declarar impedido. “A relatoria foi sorteada para mim. Em 2 de julho, proferi um despacho, com anuência do Ministério Público junto ao TCU, com a definição de que as duas primeiras etapas seriam analisadas uma única vez. Vou me declarar impedido. Não tenho nenhum problema, mas, por estar no foco, vou me declarar impedido”, disse Carreiro ao O Globo.

Nesta quinte-feira (11), Raimundo Carreiro deixou a relatoria do processo de leniência da construtora UTC. Agora outro ministro será sorteado pra acompanhar o caso da UTC.

De acordo com a reportagem, em outubro Carreiro prestou depoimento à Polícia Federal sobre a acusação feita pelo dono da UTC. Não foi questionado sobre a relatoria do processo de leniência da empreiteira, tampouco a citou.

Carreiro disse ter estado com Tiago Cedraz em apenas duas ocasiões: nos casamentos dele e no da irmã do advogado. O ministro negou “ter recebido qualquer pedido, quantia ou promessa de pagamento de Tiago Cedraz ou de terceiros no sentido de direcionar o julgamento (do processo de Angra 3) no interesse de qualquer empresa”, como consta no depoimento.

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