Blog do Mailson Ramos

Dilma aperta a mão de Cunha como se dissesse: ‘eu te pego’

Dilma aperta a mão de Cunha como se dissesse: ‘eu te pego’

Dilma aperta a mão de Cunha como se dissesse: ‘eu te pego’ – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Mal começou o segundo ano da 55ª Legislatura na Câmara e no Senado e os acontecimentos em Brasília nos faz ver que em 2016 o circo vai pegar fogo de novo. Destaque para o reencontro entre Dilma e Cunha.

O segundo ano da 55ª Legislatura foi aberto ontem (02) pela manhã na Câmara dos Deputados, numa sessão solene presidida por Renan Calheiros e que contou com as participações da presidenta Dilma Rousseff e do presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

É evidente que houve ponderações daqui e dali para que as instituições pudessem conclamar, na reunião, o tão sonhado diálogo que vai tirar o país desta pasmaceira.

Dilma deu de cara com os deputados da oposição que seguravam placas e cartazes contra a CPMF e, em determinado momento do discurso em que ela falava da importância da aprovação deste imposto, foi vaiada por alguns deputados.

Isso mostra como as relações entre a Câmara e o governo ainda são tênues. E enquanto Eduardo Cunha comandar a casa, com suas manobras e chantagens, a relação não evoluirá. E o Brasil precisa que as forças política travem um diálogo de verdade.

Por outro lado, como pensar nesta condição dialógica se na tarde de ontem, quando ainda se vivia uma aura de descontração pela volta aos trabalhos, os asseclas do Cunha já manobraram para levar seu processo de cassação à estaca zero?

Está escrito nas estrelas que o presidente da Câmara vai tentar virar o jogo, ou seja, manobrar a favor do impeachment e contra a sua cassação. Poderes para isso ele tem e o STF parece que não vai afastá-lo.

Cunha está com a faca e o queijo na mão. Somente as ruas poderão fazer ecoar o grito de #ForaCunha com mais força. Do contrário, veremos o STF protelar, o Janot enviar pareceres e o governo de mão e pés atados. Porque se o Cunha disse que a Câmara não vai aprovar a CPMF é que confia muito em seus sectários.

O que ficou marcado no dia de ontem foi o aperto de mão entre Dilma e Cunha. A presidenta, altiva, apertou a mão daquele que transformou as votações na Câmara, em 2015, nas chamadas pautas-bomba.

Se o governo não for esperto, apanha de novo em 2016. Esse Cunha é macaco velho.

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