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Delator: Aécio tentou indicar pessoas para a Petrobras

Delator: Aécio tentou indicar pessoas para a Petrobras

Delator: Aécio tentou indicar pessoas para a Petrobras – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Segundo o delator Fernando Moura, o senador Aécio Neves e o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, tentaram indicar nomes para a Petrobras durante o governo Lula.

Está muito claro que este tipo de indício não serve à Lava Jato e não aguça o faro do juiz Sérgio Moro em sua inquestionável e messiânica luta contra a corrupção.

Acontece que o Moro, ídolo na Americas Quarterly, perdeu a chance de ser imparcial e colocar atrás das grades tanto petistas quanto tucanos.

E isso não aconteceu porque – como dizem os direitistas – só o PT roubou. Não. Os rastros estão aí. Primeiro o Youssef afirmou que Aécio recebia propina de uma das diretorias de Furnas, segundo lhe disse José Janene (PP); depois o Ceará revelou a propina de R$ 300 mil recebida por Aécio e o colocou como o “ mais chato” para recebê-la.

Só falta desenhar.

No Fato Online:


Segundo delator, tucanos também tentaram emplacar indicações na Petrobras

O atual senador Aécio Neves (MG) e o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, ambos do PSDB, tentaram indicar nomes para compor cargos importantes da Petrobras no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado em 2003. A informação é do delator da Operação Lava-Jato Fernando Moura, que responde à mesma ação em que é réu o ex-ministro José Dirceu.

O colaborador declarou ao Ministério Público Federal no Paraná ter sabido, por meio do ex-secretário-geral petista Sílvio Pereira, que Malan pediu ao seu então sucessor Antônio Palocci para manter Rogério Manso na Diretoria de Abastecimento da companhia. O cargo foi entregue a Paulo Roberto Costa, um dos principais réus da Operação Lava-Jato.

Aécio ficou com Furnas

Além disso, Moura relatou que Renato Duque – inicialmente indicado pelo presidente da Etesco Construções, Licínio de Oliveira Machado Filho para a área de Exploração e Produção – disputou com outro afilhado dos tucanos a cadeira de diretor de Serviços. Era Edimir Varela, que já havia sido indicado para o cargo pelo ex-deputado federal paulista Dimas Ramalho. Alinhado com Aécio Neves, Dimas Ramalho acabou atendido antes com um cargo em Furnas, empresa pública do setor energético. Além do apoio deste, Varela também contaria com a preferência do coordenador da primeira campanha de Lula, Delúbio Soares.

Moura explicou que Duque só foi o escolhido por decisão de José Dirceu, nomeado para a Casa Civil da Presidência da República.  Durante reunião convocada especialmente para tratar do impasse, Dirceu teria perguntado a Delúbio Soares o nome do padrinho de Varela. Sem revelar sua preferência pessoal, Soares respondeu que era Aécio Neves. Na época, final de 2002, Aécio acabara de ser eleito governador de Minas Gerais. “Como Aécio já foi contemplado com (a indicação feita por) Dimas em Furnas, então Duque será o diretor de Serviços da Petrobras”, teria dito Dirceu, encerrando a polêmica.

Na reunião que selou a nomeação de Duque e mudou toda a composição da Diretoria de Serviços teriam participado José Eduardo Dutra (primeiro presidente da Petrobras da era petista e já falecido), Luís Gushiken (ex-secretário de Comunicação, também falecido), Dilma Rousseff (nomeada para a pasta de Minas e Energia), Sílvio Pereira, Delúbio Soares e mais uma pessoa de quem Moura não recorda o nome.

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