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Serrano: Lava Jato cria processo stalinista

Serrano: Lava Jato cria processo stalinista

Serrano: Lava Jato cria processo stalinista – Foto: Reprodução

Segundo o advogado Pedro Estevam Serrano, a Lava Jato muito se assemelha a operação Mãos Limpas, da Itália. E, por isso cria um processo stalinista.

Na Folha de São Paulo, o advogado Pedro Serrano disse que o judiciário é influenciado pela mídia. Para ele, juiz tem a obrigação de “garantir direitos” e não simplesmente julgar. Serrano é professor de Direito Constitucional, na PUC-SP, e advogado da Odebrecht em área cível.

Contrário às delações premiadas e prisões preventivas onde o único jeito é confessar, acabando o direito de defesa.


Lava Jato cria processo stalinista, diz advogado

(…)

Como tem sido a relação do juiz Sergio Moro com os advogados?

Acho que tem sido boa. Não é desrespeitador, no trato pessoal. Agora, a meu ver, quanto mais o processo avança, mais ele se comporta de uma forma acusatória e menos judicante.

Como avalia o juiz Moro tratado pela sociedade como herói?

É da essência da democracia que o juiz seja um profissional. A gente deixa de ter um processo penal que vise garantias de direitos e passa a ter um processo penal de espetáculo. Isso contamina a ideia de julgamento, que passa a ser linchamento.

Como o sr. vê as opiniões que o juiz Moro emite nos despachos?

É uma estratégia punitivista que houve na operação “mãos limpas”, na Itália. É quando o investigador utiliza conscientemente o discurso acusatório da mídia para, com isso, condenar o réu. O juiz não é acusador, não tem o papel de combater crime. Juiz existe para garantir direitos.

Quais os efeitos dessa estratégia?

É muito ruim ter um juiz parcial. Cria um processo stalinista, quando você sabe do resultado antes de começar um processo. Hoje, você já sabe que os réus, os principais, vão ser condenados a penas graves.

Leia a entrevista na íntegra aqui.


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