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Papa afugenta os urubus da mídia

Papa afugenta os urubus da mídia

Papa afugenta os urubus da mídia – Foto: Tiberio Barchielli/ Palazzo Chigi

O Papa Francisco foi eleito em contraponto ao conservadorismo extremado da Igreja Católica pós-concílio; e costuma se opor a tudo que traz esta atmosfera de negativismo. Como a mídia brasileira. Para ele, a mídia deve abrir espaço ara as notícias boas.

O Brasil amanheceu hoje com duas manchetes um tanto pessimistas. A Folha e O Globo agouraram o ano de 2016 já em seu primeiro dia.

Isso, entretanto, não é novidade.

A mídia brasileira está acostumada a amedrontar seus leitores, quando não lhes pressiona a cabeça com previsões apocalípticas sobre o futuro.

Não se trata de um costume. É uma visão, talvez até uma missão.

Mas o Papa Francisco disse em sua homilia que a mídia deve dar espaço às boas notícias. Um recado muito mais do que merecido aos jornalistas do mundo inteiro, sobretudo aos urubus da imprensa brasileira.

Na Reuters:


Mídia precisa dar mais espaço para boas notícias, diz papa após ano sombrio

Os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo, disse o papa Francisco nesta quinta-feira em sua mensagem de fim de ano.

Francisco recebeu cerca de 10 mil fiéis em uma solene cerimônia tradicional às vésperas do fim de ano, o “Te Deum” de ação de graças, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Em sua breve homilia, Francisco disse que o ano encerrado foi marcado por muitas tragédias.

“Violência, morte, sofrimento indizível de tantas pessoas inocentes, os refugiados forçados a deixar seus países, homens, mulheres e crianças sem lar, alimentos ou meios de subsistência”, afirmou.

Mas ele disse que também houve “muitos grandes gestos de bondade” para ajudar os necessitados “mesmo que eles não apareçam em programas noticiosos da televisão (porque) as coisas boas não fazem notícia”.

Leia também: Folha e O Globo apostam na derrocada de 2016

Ele disse que a mídia não deveria permitir que tais gestos de solidariedade sejam “ofuscados pela arrogância do mal”.

O papa argentino, em sua terceira cerimônia pelo ano-novo desde sua eleição em 2013, condenou a “sede insaciável de poder e a violência gratuita que o mundo viu em 2015”.


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