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Moro é parcial, diz advogado da Odebrecht

Moro é parcial, diz advogado da Odebrecht

Moro é parcial, diz advogado da Odebrecht – Foto: Reprodução/Sindireceita

Nabor Bulhões é advogado de defesa de Marcelo Odebrecht. Segundo ele, o juiz Sérgio Moro é imparcial e “se deixou levar por um lado”.

Bulhões é um dos signatários do manifesto dos advogados contra os vazamentos da e na Lava Jato.

Na Folha:


Moro é parcial contra acusados, afirma advogado de Odebrecht

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A força-tarefa diz que dos mais de 300 recursos impetrados pela defesa, pouco mais de uma dezena teve sucesso, o que mostraria que suas decisões são corretas.

A contabilidade é mistificadora. Diz respeito a elementos meramente incidentais das ações penais. As questões cruciais sobre competência do juiz, a isenção dele, também não passaram pelo crivo das instâncias superiores. Há questionamentos relevantes quanto ao fato de o juiz Moro se atribuir jurisdição nacional, quanto à parcialidade objetiva dele. Isso não é uma ofensa pessoal ao eminente magistrado. É um dado objetivo. Um dos princípios magnos do nosso sistema é que acusação e julgamento estão em esferas diferentes. Não é possível que o julgador seja o investigador.

Ele deveria ser substituído?

Ele se deixou levar por um lado ainda no domínio das investigações de natureza inquisitorial. O processo penal se inicia depois de oferecida e recebida a denúncia.

Não pode ser instrumento de opressão judicial. É a diferença entre ditaduras e democracias.

Mas deve ser afastado?

Já arguimos isso, temos arguições formais sobre isso.

Qual sua avaliação da delação premiada?

Temos advogados e alguns juristas que defendem e outros que se contrapõem, se insurgem. Estou entre os últimos. Entendo que a delação premiada é um instituto pragmático, porque busca supostamente combater a impunidade. Mas, num contexto democrático, isso só seria possível com o resguardo, a obediência a direitos e garantias constitucionais.

Isso me lembra o Alan Dershowitz, professor de Harvard, que costuma dizer: “Se você quer escapar da prisão nos EUA, incrimine alguém mais importante que você”.

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