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Mídia partidária, oposição e a flor do pessimismo

Mídia partidária, oposição e a flor do pessimismo

Mídia partidária, oposição e a flor do pessimismo – Foto: Reprodução

A mídia brasileira já não disfarça a sua posição ideológica. Aliás, isso a desconcerta em muitos e comprovados casos de manipulação da notícia.

É também uma demonstração clara de que os profissionais colocam a ética em segundo plano para desempenhar a função como lhe exigem os patrões ou os chefes de redação.

Para além das análises publicadas outrora neste site, devo dizer que o partidarismo da imprensa criou, em 2015, uma esfera dantesca de massificação e midiatização do escândalo político.

Há quem entenda esta situação como resultado do fortalecimento das instituições públicas; outros percebem o poder da informação em plena era das redes sociais virtuais.

O que existe de fato é uma intenção da mídia em protagonizar, estabelecer o futuro político do país, não apenas retratar, refletir, mas impor a realidade como no mito da caverna.

A imposição da realidade não estabelecida é, no momento, revigorar as forças conservadoras após um longo período de populismo e derrotas acachapantes nas urnas para a esquerda (ou o que sobrou dela).

O sonho da mídia brasileira é o Macri, aquele que venceu o peronismo e não hesitou em estabelecer decretos contra a Ley de Medios.

Como o Brasil não tem um Macri, a mídia vai de Aécio mesmo. Viu onde eles enfiaram a notícia dos R$ 300 mil do Aécio? Isso é o que a torna partidária.

É desatino dizer que a grande e velha mídia apoia o governo petista. Ora, se a TV Globo, carro chefe deste partido ideológico-midiático, é a favor do governo, por que convocou as manifestações pelo impeachment de Dilma?

Por que seu governo tem sido massacrado no Jornal Nacional?

É extremamente fácil responder: porque os governos trabalhistas incomodam. O Brasil de faz-de-conta que a mídia iria criar no Governo Aécio seria aos moldes do Brasil de FHC, quando tudo passava em brancas nuvens.

Notícia ruim? Nem no JN.

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