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Estadão e as duas maneiras de se dar uma notícia

Estadão e as duas maneiras de se dar uma notícia

Estadão e as duas maneiras de se dar uma notícia – Foto: Reprodução

A imprensa brasileira aprendeu a omitir boas notícias. Se as notícias ruins “vendem” mais, melhor é colocá-las nas manchetes. E que se dane o otimismo. O exemplo está no Estadão. Mais uma vez.

O Papa Francisco afastou recentemente os urubus da mídia. São aqueles veículos de comunicação que só sabem distribuir notícias ruins, ainda que as boas estejam no topo da agenda.

Neste grupo se enquadram os jornalões brasileiros.

Um exemplo simples foi publicado hoje, no Estadão. Diz o jornal que o “Brasil tem 98 milhões de pessoas sem acesso à internet”.

Diferente da matéria da BBC Brasil, de abril de 2015, “IBGE: Metade dos brasileiros está conectada à internet; Norte lidera em acesso por celular”, o Estadão optou pela carga negativa sobre os seus leitores.

E colocou o Brasil no ranking dos sete países que mais tem usuários offline. Trata-se de um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Mundial, chamado “Dividendos Digitais”, e que tem a autoria de Deepak Mishra e Uwe Deichmann.

A notícia positiva da mídia costuma vir no final das matérias. Lá pelas tantas, diz o Estadão: Pelo lado positivo, o Brasil é o quinto do mundo em número de usuários, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Japão.

O Brasil é o quinto país do mundo com maior número de usuários. E isso não é notícia.

É quando se pode perceber o tom da manipulação midiática neste pessimismo infundado.

O Papa Francisco está certo.

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