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Operação anti-Lula expõe parcialidade do judiciário

Operação anti-Lula expõe imparcialidade do judiciário

Operação anti-Lula expõe parcialidade do judiciário – Foto: Reprodução

O desenfreio do judiciário e a ânsia da mídia em ver o Lula preso expõe uma relação promíscua e uma parcialidade como nunca se viu nesta República.

O promotor de Justiça de São Paulo, Cássio Conserino, utilizou a imprensa como porta voz de suas decisões no caso do Tríplex do Guarujá. Primeiro ele usou a Veja para intimar o ex-presidente Lula por crime de ocultação de patrimônio; depois voltou a usar a mídia, pelas páginas do Estadão, para anunciar o depoimento de Lula e D. Marisa no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.

Após a divulgação da matéria na Veja, o Instituto Lula emitiu nota afirmando que Conserino “violou a lei e até o bom senso” ao anunciar pela imprensa que apresentaria uma denúncia antes de fazê-lo oficialmente e antes de ouvir a defesa.

Com base em depoimentos do tipo “fulano disse que ciclano viu a D. Marisa visitar o apartamento”, o promotor resolveu colher o depoimento do Lula e de sua esposa como investigados por “indício” de que o apartamento tenha servido para lavagem de dinheiro.

Conserino aparece na imprensa com aquele irretocável senso de superioridade e estrelismo, digno apenas dos procuradores messiânicos e do Dr. Sérgio Moro; há similaridade inclusive nos ternos de cor preta, na maneira de se comportar diante dos holofotes.

A parcialidade do judiciário toma proporções inimagináveis. Não é o Brasil da transparência. É sim a relação promíscua entre o judiciário e a mídia como nunca se viu nesta República.

Antes de informar ao ex-presidente Lula ou à sua defesa que ele estava sendo investigado, o promotor Cássio Conserino deliberou que a notícia fosse dada em primeira mão à revista Veja, aquela “que sempre quis ver a caveira do Lula”.

Vivemos tempos bicudos onde o cidadão pode receber a notícia de que está sendo investigado através da mídia. A sanha da imprensa é tamanha que mesmo quem não está envolvido pode ter a sua imagem vinculada a um escândalo de corrupção, como aconteceu com a jornalista Maria Paula Letti, incluída na Lava Jato pela Veja.

O judiciário não fica atrás. Quem não se lembra da história de Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro do PT? Ela foi execrada pela mídia, considerada fugitiva pela polícia, ficou encarcerada e sua prisão preventiva foi prorrogada, para somente depois de alguns dias, o juiz Sérgio Moro identificar que Marice de fato não havia recebido dinheiro (na verdade as imagens do caixa eletrônico eram de sua irmã Giselda, a esposa de Vaccari) e ela foi inocentada.

A grande mídia não decretou que Marice era inocente. As manchetes falavam em “dúvida sobre o vídeo” do caixa eletrônico. Um modo simples de não dizer que o juiz Moro, tão intangível, havia errado. Mais tarde, um laudo da PF foi o responsável por conceder à Marice a inocência. Mas e a honra depredada? E a dignidade que a mídia caçou com ferocidade ao lado dos procuradores messiânicos?

É com este mesmo intuito que eles querem pegar o Lula.

4 Comentários

  • Imaginem se colocasse um medidor de corrupção, tipo aquele que apura consumo de água, energia; no executivo, legislativo e judiciário. Garanto que a disputa pela primeira posição, seria acirradíssima.

  • Judiciário tendencioso, corrupto, parcial e destruindo vidas, denegrindo sua imagens….e a OAB é Omissa ou conivente? vergonha de nossa Justiça e o povo assistindo mãos atadas até quando ?

  • Severino,deixe de ser subalterno, enfrente a realidade de frente,tenha um mínimo de inteligência e deixe de ser subordinado ao Garanhão de Garanhuns….

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