Blog do Mailson Ramos

Aécio e a “chatice” para receber R$ 300 mil

Aécio e a "chatice" para receber R$ 300 mil

Aécio e a “chatice” para receber R$ 300 mil – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Aécio, segundo relatos de Ceará, repassados por Miranda, era “o mais chato” para receber propina. Chato sim… Para receber o dinheiro o mais rápido possível!

O vídeo da delação de Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, é o simbólico conteúdo em imagens e sons de um documento divulgado anteriormente.

A diferença é a percepção, no vídeo, das reações do delator quando fala sobre a “chatice” de Aécio Neves, contada por Miranda, para receber os R$ 300 mil de propina.

Em comum, se percebe nos relatos dos delatores, em diversas fases da Lava Jato, que os políticos conservam certa impaciência ou ansiedade para ter o dinheiro nas mãos.

Cunha é um exemplo vivo nas palavras dos delatores. Fernando Baiano disse recentemente que Cunha o abordou com a seguinte frase: “Tô precisando de arrumar dinheiro para a campanha”.

Além disso, Júlio Camargo, afirmou que Cunha era extremamente agressivo e tinha até medo de se aproximar dele.

Isso nos mostra que não há muita diferença no trato entre políticos, doleiros, operadores e empreiteiros. Não há diferença entre partidos e políticos; se eles pertencem ao governo ou não.

O Carlos Alexandre (Ceará) revela espanto diante do Miranda: “Aécio Neves? Mas ele não é da oposição?”. E o Miranda chacoalha a República: “Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, pessoal de cima do muro, pessoal do meio de campo, todo mundo”.

Estes indícios devem ser  investigados pelos procuradores do MPF. O Brasil aguarda solenemente que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não deixe este indício se perder como o vídeo de Paulo Roberto Costa a inocentar o Marcelo Odebrecht.

Porque assim abrirá espaço para críticas fundamentadas de que pau que dá em Chico não dá em Francisco. E aí o Janot se depara com a perda da credibilidade, do poder de isonomia, para se tornar um fantoche como aquele juiz de Curitiba que eternizou o jargão “não vem ao caso”.

Contra imagens, documentos e indícios não há argumentos.

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