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PT não pode esperar republicanismo do Gilmar Mendes

PT não pode esperar republicanismo do Gilmar Mendes

PT não pode esperar republicanismo do Gilmar Mendes – Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil

No que depender de Gilmar Mendes, a presidenta Dilma Rousseff e o PT vão amargar maus momentos. Caiu nas mãos dele as liminares contra o pedido de impeachment de Cunha. Adivinha qual foi o resultado?

Gilmar Mendes rejeitou as liminares enviadas pelos petistas para contestar a decisão de Eduardo Cunha; esta história de republicanismo vai afundar o governo. De republicano basta Zé Cardoso, que mesmo vendo o barco afundar, continua de braços cruzados a admirar a tormenta. É um simplório!

Quanto a Gilmar, todo o processo no STF que depender do voto dos ministros, o governo sai perdendo de 1 a 0. O amigo leitor e a cara leitora se lembram do café da manhã da conspiração? O Gilmar, o Cunha e o Paulinho traçaram o esqueleto do golpe, conspirando em plena luz do dia, em Brasília. Sobre este encontro nefasto, o colunista Mailson Ramos escrevia em 14/07:

Se as forças do governo não se mobilizam, que se mobilizem as forças populares em defesa da democracia. Tem cheiro de golpe no ar.

O discurso vale para hoje. Porque os golpistas são os mesmos. Da Agência Brasil:

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF),   negou hoje (3) pedido de desistência do mandado de segurança protocolado por deputados petistas para contestar a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

O pedido foi feito pelos deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), horas após Mendes ter sido sorteado relator da ação.

Gilmar Mendes classificou a desistência como tentativa de fraude à distribuição processual. Para o ministro, o partido não pode escolher o juiz que vai julgar sua causa. Ele ainda determinou que a decisão seja encaminhada para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a entidade apure eventual responsabilidade disciplinar do advogado da causa.

“Ninguém pode escolher seu juiz de acordo com sua conveniência, razão pela qual tal prática deve ser combatida severamente por esta Corte, de acordo com os preceitos legais pertinentes”, argumentou o ministro. Após rejeitar o pedido de desistência dos deputados, Gilmar Mendes julgou o pedido liminar e rejeitou anulação da decisão de Cunha. Para o ministro, o ato do presidente da Câmara não foi ilegal pelo fato de Cunha estar em pleno exercício das suas funções.

Leia também: Qual é a do Gilmar Mendes?

“Eventuais interesses político-partidários divergentes da autoridade apontada como coatora [Cunha] em face da Presidente da República, que poderiam revelar, inclusive, a existência de inimizade, não significariam a violação das garantias decorrentes da organização e procedimento do processo vindouro, iniciado com o ato ora atacado”, disse Mendes.

Para os petistas, Cunha deflagrou o processo de impeachment com objetivo de retaliar o PT, pelo fato de três parlamentares do partido terem se manifestado esta semana a favor da abertura do processo de cassação dele no Conselho de Ética da Câmara. O presidente da Casa é alvo de investigação da Operação Lava Jato por suspeita de corrupção

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