Blog do Mailson Ramos

PSDB e Cunha: das tramas a mais sórdida

PSDB e Cunha: das tramas a mais sórdida

PSDB e Cunha: das tramas a mais sórdida – Foto: Wilson Dias/ABr

Em cena o velho teatro do PSDB. Eles fingiram estar contra o Cunha, mas sabiam que a última cartada do achacador era o impeachment. Vão perder de novo porque só sabem caminhar no lado mais sórdido da história.

O PSDB se esqueceu em dois tempos que o Eduardo Cunha é corrupto. E de novo caminha de braços dados com o achacador-mor pelo impeachment da presidenta Dilma.

São traços daquele incontestável lapso memorial dos tucanos. Ou simplesmente as reiteradas práticas golpistas de um partido que perdeu o lastro democrático.

A cartilha do Paulinho da Força foi utilizada pelos tucanos para ignorar que um pedido de impeachment autorizado por Cunha é natimorto.

Para derrubar a Dilma e, por conseguinte o PT vale a pena apoiar um chantagista de marca maior. Todo o sacrifício de uma economia em recessão é justo para que o golpe avance. E se avançar após o recesso, o Brasil amargará alguns meses mais de tensão política e depressão econômica.

Em nome do poder, Aécio Neves antecipou que a oposição será a favor do recesso.

Ele quer interagir com os manifestantes, atrair as câmeras da Globo, mobilizar a imprensa e transformar o “golpe parlamentar” em movimento nascido nas ruas.

São os vieses da prática oposicionista para ascender ao poder no tapetão.

Porque nas urnas não há chance.

O pedido de impeachment é descaracterizado dia após dia por inúmeros juristas. No Congresso, a oposição começa a perceber que Dilma reagiu de maneira espetacular.

A última bomba de Cunha estourou em seu próprio colo. Chantagista é chantagista em qualquer lugar, mesmo que ocupe a cadeira mais notável da Câmara dos deputados.

Somente a oposição, com seu discurso demagógico, foi capaz de esquecer quem de fato é o presidente da Câmara; é um estado de torpor e amnésia seletiva que beira o cômico.

Enalteceram um chantagista.

Como disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB), eles estavam loucos para abrir um champanhe ao lado do Cunha, no salão verde da Câmara. Queriam comemorar a provável queda da presidenta da República.

Os turnos que se sucederam a outubro de 2014 foram todos vencidos por Dilma.

Leia também: ‘Golpe parlamentar’, diz jurista sobre pedido de impeachment

Convém ao brasileiro se perguntar por que este conflito político não se encerra. A questão não é simples, mas pode ser respondida pelo fato de que a oposição é irresponsável.

Se um presidente não agrada o povo que seja punido nas urnas, pelo sufrágio. Assim é que funciona nas democracias consolidadas.

O PSDB resgatou o verbete impeachment.

Conseguiu um TCU repleto de amigos do Nardes para condenar as contas da Dilma, quando ela investia no Bolsa Família.

Tem em Gilmar Mendes aquele voto que os coloca sempre em boa vantagem diante dos outros partidos nos gramados do STF.

Os partidários do PSDB têm tudo e ao mesmo tempo não tem nada.

São vazios como suas memórias e seletivos apenas quando o assunto lhes interessa.

E vão amargar a última e acachapante derrota até 2018.

Pois nesta história toda, ao que se sabe, Dilma está pisando nas cabeças.

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