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Pinato diz que recebeu oferta de propina para absolver Cunha

Pinato diz que recebeu oferta de propina para absolver Cunha

Pinato diz que recebeu oferta de propina para absolver Cunha – Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Fausto Pinato, ex-relator da Comissão de Ética, revelou que recebeu oferta de propina para absolver Cunha. Enquanto isso, Janot se mantém sentado sobre o pedido de afastamento, impetrado pelo PCdoB.

É tão explícito o envolvimento e as manobras de Eduardo Cunha para coagir deputados que o silêncio do MPF é condescendente com a corrupção. Não há necessidade de mais provas para enjaular o Cunha ou ao menos afastá-lo de suas funções.

Está muito claro que mesmo afastado da presidência da Câmara ele continuará coagindo deputados, chantageando-os, colocando suas pautas escusas à frente das necessidades do país que enfrenta conturbada crise política e econômica.

A situação é burlesca!

Políticos que cometeram crimes mais simples acabaram presos ou renunciaram. O Eduardo Cunha é parasita de gancho. Disse que não renunciaria e apostou firme nos conchavos e na insuficiência de nossa justiça. Um chiste na internet diz que o Brasil deveria importar o Ministério Público da Suíça para enfim prenderem o Cunha.

A entrevista de Fausto Pinato, ex-relator da Comissão de Ética confirma flagrante manobra do Cunha para travar seu processo de cassação. Acorda Janot!

Na Folha:

Ex-relator de Cunha na Comissão de Ética diz que recebeu oferta de propina

O sr. encarou esses aconselhamentos como ameaça?
Então, por exemplo, eu fui abordado em aeroporto…

Por parlamentar?
Não, pessoas estranhas. Eu não sei nem quem era. ‘Você que é o Pinato? Olha, pensa bem, pode mudar sua vida [faz sinal de dinheiro com as mãos]’. E eu recebi também uns dois telefonemas. ‘Pensa bem na tua família’. Eu sou um cara de cidade pequena de 70 mil habitantes acostumado a falar só em rádio AM.

Ofereceram dar ajuda para sua próxima campanha?
Diretamente, não. Mas por telefone e pessoalmente no aeroporto, eu cheguei a ter propostas, sim: ‘Você não quer pensar na tua vida? Pensar em você?’. Mas eu não sei se era para arquivar ou para condenar. Eu já cortava e saía.

Mas o senhor sabia de onde partia essas ofertas?
Não. No telefonema falaram para pensar na família e salvo engano umas duas vezes no aeroporto.

Proposta insinuando vantagem?
‘Pensa bem, você pode arrumar tua vida, tal’ [faz sinal de dinheiro com as mãos]. Umas coisas nesse sentido. Mas como eu cortava. Sempre tentei me esquivar.

Os parlamentares não chegaram a lhe oferecer dinheiro?
Não, não falaram nada. Era ‘pensa bem, vê o que vai fazer’. Não chegaram a ser tão incisivos, até porque alguns são até meus amigos, tinha relacionamento pessoal de sair com eles.

Eu era cercado de amigos [dentro da Câmara dos Deputados] e me tornei o cara mais solitário do mundo.

Mas tem um pessoal aqui que tem uma coerência, que tem uma hombridade, não tem como generalizar.

O senhor ouviu rumores de oferta de dinheiro para deputados votarem contra seu relatório?
Ouvi falar isso um monte, rádio corredor fala sempre. Tanto é que está uma discussão muito acirrada, né? Não querer nem deixar abrir o processo?

Mas o sr. testemunhou essas supostas ofertas?
Como eu virei relator e a pressão era muito forte, o que eu fiz? Eu não conversei com ninguém do Conselho [de Ética]. Eu vou fazer o que é certo e a minha parte dentro da minha consciência.

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