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PGR pede investigação contra Renan, Delcídio e Jader

PGR pede investigações contra Renan, Delcídio e Jader

PGR pede investigações contra Renan, Delcídio e Jader – Foto: Reprodução

Procuradoria-geral da República, sob o comando de Rodrigo Janot, pediu investigações para apurar práticas de corrupção de Renan, Delcídio, Jader e Aníbal Gomes.

Enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janto, quer investigar Renan, Delcídio e Jader – aliás, devem ser investigados mesmo –, o “usufrutuário da carne moída”, Eduardo Cunha, continua aprontando das suas e pressionando a Comissão de Ética.

O Cunha se utiliza do cargo, da influência e do poder para combalir o processo que enfrenta na Câmara por quebra de decoro. O pedido de afastamento que os deputados da Rede e do Psol entregaram ao MPF continua descansando em gavetas chaveadas.

A bola da vez é o Renan, o Delcídio que já está em maus lençóis e Jader Barbalho, veterano incontestável das listas de investigações no Ministério Público.

No Estadão:

(…)

No segundo inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede apurações sobre Renan, Jader e sobre o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Os parlamentares devem ser investigados pelas práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As peças são mantidas em segredo de justiça no Tribunal e têm como fundamento duas petições ocultas. Na Lava Jato, procedimentos ocultos têm sido usados para abrigar delações premiadas ainda mantidas em sigilo na Corte.

Esta é a quinta investigação em que Renan Calheiros é alvo na Lava Jato e o quarto inquérito de Aníbal Gomes. Ambos aparecem juntos em todas as investigações, incluindo a apuração sobre formação de quadrilha, que investiga 39 pessoas. O primeiro inquérito contra Delcídio Amaral foi aberto na semana passada, quando o ministro Teori Zavascki, do STF, autorizou a prisão preventiva do parlamentar por tentativa de obstruir as investigações. Até agora, só Jader Barbalho ainda não havia sido incluído em nenhuma investigação da Lava Jato.

Com os novos inquéritos, o total de apurações no STF relativas à participação de políticos no esquema de corrupção na Petrobras sobe de 33 para 35. Se os inquéritos forem abertos por Zavascki, a lista de investigados também cresce em um número, para 68 investigados, sendo 14 senadores.

Leia também: Renan e Cunha estão na lista de Janot

Uma das delações homologadas em data próxima ao das petições que originaram as novas investigações é a do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Em delação premiada, Fernando Baiano citou os nomes de Renan, Jader, Delcídio e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, ao narrar suposto recebimento de US$ 6 milhões em propinas em contratação do navio sonda Petrobras 10.000, em 2006.

Baiano também afirmou em delação que Delcídio teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

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