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A escabrosa história do metrô de Salvador

A escabrosa história do metrô de Salvador

A escabrosa história do metrô de Salvador – Foto: Conder

Ontem (22) a presidenta Dilma Rousseff veio a Salvador inaugurar nova linha do metrô. Depois de atrasos em licitações e verbas que ninguém sabe onde foram parar, enfim a capital baiana tem seu trem metropolitano.

De 1999 até 2014 o metrô de Salvador atravessou processos de estagnação por vários motivos. Dentre eles, é possível identificar atrasos nas construções. Para se ter uma ideia, o consórcio Metrosal construiu uma linha de 6km e gastou mais de R$ 1 bilhão, segundo informações do TCM (Tribunal de Contas do Município).

O projeto foi administrado pela prefeitura de Salvador até agosto de 2013, quando enfim o governo estadual o requereu e abriu licitação, vencida pelo Grupo CCR. É preciso dizer que três gestões municipais não conseguiram colocar o metrô para andar: Antônio Imbassahy (PFL/PSDB) (1997-2004), João Henrique Carneiro (PMDB) (2005-2012) e ACM Neto (DEM) (2013-atual).

A população soteropolitana costumava comemorar o aniversário do metrô como forma de protesto. O terminal de Pirajá foi executado em tempo recorde; mas antes era simplesmente uma linha de concreto onde já nasciam arbustos e trepadeiras. E o projeto não para por aí. Outras linhas estão sendo executadas e a construção do BRT avança desde a região do Iguatemi até a cidade de Lauro de Freitas, atravessando a Avenida Paralela.

Os paladinos da ética, como o deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), deveriam pelo menos explicar à população baiana o que foi feito do projeto inicial do metrô soteropolitano. Por que somente agora o sistema de transporte foi implementado? Quem se beneficiou das verbas que nunca foram aplicadas?

Como membro da CPI da Petrobrás, Imbassahy esteve diante das empreiteiras que foram contratadas por sua gestão para formar o consórcio Metrosal. São as mesmas que os tucanos costumam citar para agredir o PT. Para quem não sabe, Queiroz Galvão, Alstom, OAS e Odebrecht formavam este grupo.

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Significa dizer que a relação da prefeitura de Salvador com estas empreiteiras – hoje demonizadas – era a mais cordial possível. Por isso, não se pode dizer que as opiniões dos tucanos valham alguma coisa. Eles são retratos atuais e impolutos da lama que conservaram durante muito tempo. E quem sabe ainda conservam.

O metrô está servindo aos soteropolitanos e que se agradeça à presidenta Dilma.

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