Blog do Mailson Ramos

Chico Buarque defende o PT em discussão de rua

Chico Buarque defende o PT em discussão de rua

Chico Buarque defende o PT em discussão de rua – Foto: Divulgação

Chico Buarque defendeu o Partido dos Trabalhadores numa discussão de rua com alguns antipetistas. O cantor disse que, para ele, partido de bandido é o PSDB.

Só mesmo um sujeito boa praça como Chico Buarque poderia gastar seu preciosíssimo tempo pregando no deserto diante destes bitolados direitistas. Eles não sabem o que significa a democracia e, portanto, apelam para esta história tosca de bolivarianismo.

Por mais que se admita a culpa do PT nos escândalos, bem como a maioria dos partidos envolvidos – porque eles não têm diferença alguma neste aspecto –, estas pessoas jamais vão entender que a corrupção é endêmica e não está atrelada apenas a um grupo ou entidade política.

O Chico não precisa de fãs como estes caras. Eles envergonham qualquer um porque não sabem discutir sem antes vomitar sobre as pessoas o seu reacionarismo. Não há pontos de entendimento político quando alguém desprovido de diálogo imagina estar sendo democrático.

Agora as pessoas são abordadas por defender um partido político. É um espírito ditatorial? É a reentrância do conservadorismo social dos anos de 1960 em pleno 2015? É o DOI-CODI ressurgindo como fato histórico da perseguição implacável aos comunistas ou a quem compartilha de suas ideias?

O Chico mora em Paris.

Dia após dia esta turma vive de factoides plantados, sobretudo nas redes sociais.

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Para além das informações corretas – não sei onde o Chico Buarque mora – reside uma curiosidade do sujeito antipetista em saber até mesmo onde vivem os seus diferentes: se no Nordeste é porque morre de fome e precisa do governo para sobreviver; se em Paris é porque não se importa com o Brasil, e, portanto, não pode dar opinião.

Sempre agregados a um ponto de vista esdrúxulo, eles se baseiam em fatos não concretos.

E o Chico ali, ouvindo as asneiras, certamente percebeu como a democracia brasileira ainda é frágil. Que nós precisamos acima de tudo respeitar as escolhas políticas dos outros e ponto final.

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