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Ato pela democracia mobiliza manifestantes no Rio

Ato pela democracia mobiliza manifestantes no Rio

Ato pela democracia mobiliza manifestantes no Rio – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A resistência aos ataques golpistas de Eduardo Cunha e Cia. vem inclusive de países vizinhos e de gente do campo que luta pela continuação das políticas sociais implementadas durante os governos petistas.

O ato em defesa da democracia e do desenvolvimento, na tarde desta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, teve uma palavra comum a praticamente todas as intervenções: unidade.

A ideia de que é preciso superar as diferenças para defender a democracia contra retrocessos irreversíveis foi defendida por organizações, inclusive, do exterior.

Representante do Partido Solidário de Argentina, Gabi Nacht, lembrou que o golpe de Estado não é exclusividade do Brasil, mas uma onda que volta à América do Sul. “No Brasil parece que acontece o mesmo retrocesso que vimos na Argentina, os grupos de direita são os mesmos. Agora se tratam de golpes institucionais e eles dizem que são democráticos, mas não são porque não querem o povo se empodere e cresça. Consegue ter sucesso porque controlam o capital e os meios de comunicação.”

Para ela, o antídoto é a organização popular é o caminho para impedir o retrocesso. “É preciso que deixemos as diferenças de lado e formemos uma ampla unidade da classe trabalhadora”.

Trabalhadora rural do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Ana Cristina Soprani, viajou do interior do Espírito Santo para a capital fluminense, com o pai e filha, para participar da atividade. Três gerações e um mesmo discurso: o momento do Brasil exige gente corajosa.

“Temos discutido em nossa roça o quanto ela avançou nos anos de governo do PT. Avançamos com as conquistas sociais do campesinato, queremos mudanças, sim, mas estamos prontos para ajudar o País e isso não se dará com golpe e o chamado impeachment”, defende.

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A inspiração, apontou a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, pode vir do movimento estudantil paulista, que ocupou escolar, derrotou o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) tucano e provou que os coronéis não resistem se a mobilização popular for abraçada pela sociedade.

“Conseguimos derrotar o PSDB após 20 anos e assim também faremos com Cunha, a política econômica e, principalmente, não deixaremos o retrocesso passar. A juventude não será deslegitimada, nem o voto dos 54 milhões de brasileiros que elegeram Dilma.”

Fonte: CUT

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