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2015: o Brasil da desinformação

2015: o Brasil da desinformação

2015: o Brasil da desinformação – Foto: Reprodução

Desinformação não é o ato de travar a informação ou impedir o seu acesso; desinformação é informar falsamente ou de maneira equivocada.

O Brasil de 2015 pode ser chamado de ‘O Brasil da desinformação’. Isso nos faz lembrar as estratégias da Segunda Guerra Mundial, quando adversários se utilizavam de estratagemas da comunicação e informação para vencer o inimigo.

Existe aqui uma desvirtuação da informação. Ou uma informação equivocada, se assim o preferem.

Notícias falsas correm tão rápidas em sinergia com os fatos que quase sempre é impossível desmenti-las nos primeiros momentos.

A desestruturá-las se dedicam alguns sites na internet conhecidos por investigar boatos e provar que estas notícias não passam de factoides.

É evidente que o fluxo e o acesso às informações aumentaram. Não se pode negar que qualquer brasileiro que tenha um simples smartphone e acesso à internet pode obter notícias instantâneas do que acontece no Brasil e no mundo.

Esta é uma conquista.

O que não é conquista é a capacidade de algumas pessoas ou grupos de desvirtuar notícias. Pois bem. O assunto top nas redes é o zika vírus. Ele pode ser transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti e estaria causando microcefalia em fetos.

Nesta semana recebi uma mensagem no WhatsApp com uma retórica capaz de ludibriar qualquer pessoa desinformada. Ela dizia que os casos de microcefalia nada tinham a ver com o zika vírus, mas com uma vacina de rubéola “vencida” que o governo havia aplicado em mulheres.

E chamava a atenção para o governo. Porque, afinal de contas, todos os acontecimentos ruins a que são submetidos os brasileiros, tem em seu destino a influência do governo.

É de uma irresponsabilidade criminosa.

Colocam em xeque o ministério da Saúde, a pesquisa que está sendo desenvolvida, a posição de médicos e cientistas imbuídos da tarefa de estudar o caso.

Noutro dia foi a história da Mega-Sena com o filho do Lula. Uma amiga referendou quase com certeza que o filho do Lula ganhou o prêmio, mas teve que devolver à Caixa Econômica. A notícia ela recebeu no WhatsApp e referendava absoluta: “Se veio do ‘zap zap’ deve ser verdade”.

Leia também: A Polícia Federal desmantelou fraude na Mega-Sena?

Aliás, os filhos do ex-presidente se tornaram alvos da imprensa e, portanto, imprescindíveis no conteúdo dos boatos nas redes.

Receber notícias não é o problema.

Nunca foi problema estar bem informado e saber sobre os bastidores do poder, por exemplo. Mas quando se pensa estar informado sobre uma notícia inverídica ou um comprovado boato, aí não há evolução. Estagna-se.

A comunicação é valiosa neste momento de crise. As pessoas, assim como as instituições, devem estar preparadas para o bombardeio de falsas informações.

É preciso ter muito cuidado com a má fé.

O que tem de pilantra por aí perdendo seu tempo para disseminar mentiras não está escrito no gibi. Como também não está escrito o número de tolos a acreditar nestas balelas.

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