Blog do Mailson Ramos

Vazamentos na Lava Jato se destinam a poderosos, diz Teori

Vazamentos na Lava Jato se destinam a poderosos, diz Teori

Vazamentos na Lava Jato se destinam a poderosos, diz Teori – Foto: Reprodução

 

O que Moro disse no congresso da Aner não se escreve; vazamentos na Lava Jato são perigosíssimos e se destinam a “cachorros grandes”. Não fosse o Teori…

O juiz Sérgio Moro, estrela apagada do congresso da Aner, na última segunda-feira (24), disse que os vazamentos da Lava Jato são pertinentes e eles podem acontecer inclusive em períodos eleitorais. É uma tragicomédia nacional. O juiz da mais importante operação investigativa do país diz a jornalistas que os vazamentos à imprensa são normais. Esta declaração não poderia passar em brancas nuvens.

O ministro Teori Zavaski, que há alguns meses atrás questionou os métodos mediavalescos do Moro para arrancar dos prisioneiros as delações, resolveu espinafrar de vez o juiz. Não é que sejam simples os vazamentos. Existem indícios, segundo o ministro Teori, de que figuras importantes tenham acesso a documentos sigilosos. E quem vaza para a imprensa pode muito bem vazar para alguém que tenha interesse em minar as investigações. Na Folha, o ministro do Supremo falou sobre os vazamentos:

(…)
“Vem à tona a grave revelação de que André Esteves tem consigo cópia de minuta do anexo do acordo de colaboração premiada assinado por Nestor Cerveró, confirmando e comprovando a existência de canal de vazamento na operação Lava Jato que municia pessoas em posição de poder com informações de complexo investigatório”, disse o ministro.

Segundo Teori, “é um genuíno mistério como um documento sigiloso que se encontrava em ambiente prisional em Curitiba chegou ao escritório de André Esteves em São Paulo”.

No pedido de prisão dos dois, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a comparar as tratativas de Delcídio e de Esteves para comprar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para não serem citados como ato de mafioso.
(…)

É como o caso da escuta telefônica no mictório do Youssef: o autor não aparece e as sindicâncias nada apuram. Os delegados e procuradores, em sua sina messiânica, querem prender o Lula e nada mais. Mas esta história dos vazamentos vai dar o que falar.

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