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TRF: ação contra filho de Lula foi fruto de “ilações”

TRF: ação contra filho de Lula foi fruto de "ilações"

TRF: ação contra filho de Lula foi fruto de “ilações” – Crédito: Paulo Pinto/AE

 

Segundo informações da Folha, desembargadora afirmou que ação contra Luis Cláudio, filho de Lula, foi fruto de “ilações”. No GGN.

A Folha de S. Paulo publicou na noite de terça-feira (10) que a desembargadora do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, Neuza Alves, acolheu parcialmente um pedido da defesa de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e decretou sigilo sobre os documentos apreendidos pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal, em dois escritórios do empresário: a LKT Marketing Esportivo e a TouchDown, que organiza torneios de futebol americano.

A defesa de Luis Cláudio sustentou que o pedido do MPF contra as empresas de seu cliente foi fundamentando em suspeitas vazias e não constavam sequer no relatório da Polícia Federal sobre a Operação Zelotes – que, no início, investigava crimes fiscais envolvendo poderosos grupos econômicos e, agora, mira na suposta compra de medidas provisórias durante dos governos petistas.

Com base nisso, os advogados pediram a devolução dos documentos apreendidos sem análise, mas a desembargadora negou essa parte do requerimento.

Apesar disso, Neuza Alves chamou atenção para a fundamentação do MPF para investir contra o filho de Lula. Segundo a Folha, que teve acesso ao despacho da desembargadora, ela escreveu que a busca e apreensão registrou “flagrante desproporcionalidade” e que os procuradores de basearam “unicamente em uma ilação” para requerer a “efetivação de uma devassa em empresas que, até então, não eram objeto de investigação alguma, bnem mesmo como desdobramento do procedimento que até então avançava em curso firme, sem titubeios nem tentativas de evasão de informações”, disparou.

Leia também: Zelotes muda o roteiro: dos poderosos ao filho do Lula

O MPF suspeita de pagamentos que a LFT recebeu da consultoria do lobista Mauro Marcondes, essa sim investigada na Zelotes desde a origem. A Marcondes & Mautoni pagou cerca de R$ 2,4 milhões à LFT por serviços na área de marketing esportivo, mas os procuradores acham que o repasse está associado à compra de medidas provisórias no governo Lula, que teria acontecido cinco anos antes.

À Folha, o MPF disse que o sigilo sobre os documentos não alteram a investigação pois a força-tarefa da Zelotes continuará tendo acesso ao que foi apreendido no escritório de Luis Cláudio. Apesar disso, informou que pensa em recorrer da decisão do TRF.

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