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Movimentos fazem protesto contra Cunha e ajuste fiscal

Movimentos fazem protesto contra Cunha e ajuste fiscal

Movimentos fazem protesto contra Cunha e ajuste fiscal – Crédito: Roberto Parizotti/ secom CUT

 

Movimentos civis, centrais sindicais e manifestantes fizeram protestos em todo o país contra Eduardo Cunha e o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

“Fora Cunha, fora já daqui e leve com você o ministro Levy”.

Esse foi o grito que ecoou na Paulista neste domingo 8 de novembro, em um ato que começou no vão livre do Masp e foi até o Parque do Ibirapuera.

Segundo a Frente Povo Sem Medo, que organizou a marcha junto com a CUT e outros movimentos, mais de 50 mil pessoas marcharam contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que vem implementando políticas contra o povo, principalmente contra as mulheres, e também contra o ajuste fiscal, do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que prejudica a classe trabalhadora.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, destacou que a Central é um dos movimentos engajados na Frente e que o objetivo é promover mobilizações como o ato deste domingo, para impedir o retrocesso e o avanço da direita.

“Estamos defendendo a saída do ministro Levy para que o governo federal continue a ter apoio dos movimentos sociais. Tem que se construir uma política econômica desenvolvimentista e não esta que está sendo implementada, com um ajuste que prejudica a classe trabalhadora”.

Guilherme Boulos, um dos membros da coordenação nacional do MTST, mandou um recado para Eduardo Cunha: “Se na aprovação do orçamento, que está prevista agora para novembro, houver cortes no programa Minha Casa Minha Vida esse país irá pegar fogo de norte a sul. Vamos ocupar aquela câmara federal, que já não tem função social há muito tempo”.

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Guilherme também citou os ajustes fiscais antipopulares aplicados tanto na esfera federal, como as mudanças no seguro desemprego e no auxílio doença, e nas esferas estaduais, aplicados nos governos de São Paulo e Paraná, como o fechamento das escolas públicas. “Este ajuste tem que vir por outro lado, fazer o ajuste em cima do povo é covardia. Quem tem que pagar o preço da crise são os ricos”, justificou Boulos.

Para Janeslei Albuquerque, secretaria de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT, as pautas apresentadas por Cunha significam um retrocesso civilizatório para o Brasil. “A redução da maioridade penal e a revogação do Estatuto do Desarmamento são provas destas aberrações do presidente da Câmara. Ele quer prender e matar os jovens”.

Janeslei também citou o Projeto de Lei (PL 5069), que criminaliza mulheres vítimas de violência sexual: “É Inadmissível que o congresso queira desrespeitar os direitos das mulheres propondo que numa situação de estupro que ao invés de proteger as mulheres garante direitos aos estupradores. Criminaliza a pílula do dia seguinte para prevenir uma gravidez e até doenças oriundas do estupro”, finalizou a dirigente.

Já Bárbara Melo, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES,) destacou a importância do investimento contínuo na educação. “Aumentou o acesso às universidades e ao ensino técnico nos últimos 12 anos, porém, ainda insuficientes: “Não permitiremos que diminuam o investimento na educação. E se for necessário ocuparemos junto ao MTST as escolas fechadas pelo governador tucano Geraldo Alckmin.”

Na próxima semana ocorrerá o congresso da UBES e Barbara deixou claro que os estudantes vão se manifestar para impedir que orçamento para educação em2016 não seja reduzido. “A juventude é o futuro do país e continuaremos lutando pela democracia brasileira”.

Vagner também denunciou a ditadura do Eduardo Cunha em não deixar a CUT fazer reuniões dentro do Congresso e mandou um recado para o PMDB: “Lançaram um documento à nação nefasto, pior que a política do Levy e a favor das políticas do Cunha, que coloca em prática tudo aquilo que nós organizamos para impedir através da campanha a favor da eleição da presidenta Dilma. Não vai ter golpe! Nós vamos impedir o retrocesso! Isso é com o povo na rua, com muita mobilização”.

O ato terminou em frente ao Parque do Ibirapuera com a ocupação do Monumento às Bandeiras e com o grito de guerra da Frente: “Aqui está, o povo sem medo, sem medo de lutar!”

Fonte: CUT

base10

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