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Aliados devem protelar processo de cassação de Cunha

Cunha: ter conta na Suíça não e nada demais

Cunha: ter conta na Suíça não e nada demais – Crédito: Lula Marques/AgPT

 

A Câmara não nega o presidente que tem. Também os deputados fazem vista grossa para o pirata que têm instalado no ponto mais alto do plenário. Cunha não cai ainda.

No Estadão:

Um deputado próximo a Cunha chegou a afirmar que o trâmite do processo pode se arrastar por até dois anos, bastando que os aliados do presidente da Câmara assim o queiram. Recessos de fim de ano e de julho são vistos também como forma de o deputado ganhar tempo.

Da lista de medidas protelatórias fazem parte o pedido de depoimentos de testemunhas, perícias em documentos e diligências a outros órgãos, como o Ministério Público.

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O processo contra Cunha foi aberto na semana passada pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA). O relator do caso também foi escolhido. Trata-se do deputado Fausto Pinato (PRB-SP). Em entrevista ao Estado publicada na sexta-feira, ele confirmou que deve conceder os prazos que a defesa de Cunha achar necessário. “Tem o regimento para cumprir, diligência que vai ser apresentada”, disse Pinato. “Posso indeferir alguma coisa que parecer procrastinatório. Mas se for questão de trazer prova documental, testemunhal, nós temos que garantir esse direito de defesa e contraditório. Quero evitar qualquer pedido de nulidade do processo”, justificou.

Em princípio, o prazo de duração de um processo por quebra de decoro é de 90 dias. No entanto, por causa de medidas protelatórias, é possível que o caso se arraste ao longo de todo primeiro semestre. No ano passado, o processo de André Vargas (ex-PT-PR) durou oito meses antes de ele ser cassado.

Integrantes do Conselho de Ética ouvidos pelo Estado admitem que medidas protelatórias vão atrasar o julgamento. “Os rumores são esses. Tudo vai depender da conduta do relator”, afirmou o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE). “É preciso haver pressão da opinião pública”, completou o também tucano Nelson Marchezan Júnior (RS).

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