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Lula: acabou no Brasil o cerceamento às investigações

Lula: acabou no Brasil o cerceamento às investigações

Lula: acabou no Brasil o cerceamento às investigações – Crédito: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

 

Em entrevista ao jornalista Roberto D’Ávila, na GloboNews, Lula disse ter acabado o temo em que investigações eram engavetadas. Isso também é culpa do PT. No GGN:

Em entrevista a Roberto D’Ávila, publicada na quinta (19) pela GloboNews, o ex-presidente Lula disse que acha “extraordinário” que tenha acabado no Brasil “o cerceamento a investigações” após gestões petistas darem “autonomia e ferramentas” à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, e afirmou que, apesar dos vazamentos seletivos de informações da Lava Jato e Zelotes, grandes operações como estas serão “benéficas” ao País.

“Denunciei isso em dezembro passado, e acho grave o vazamento seletivo de determinadas informações. Não é possível que as pessoas [réus interessados em reduzir penas a partir de acordos de delação premiada] fiquem utilizando nomes da forma mais banal. Mesmo assim, acho que o resultado final [das operações] será benéfico ao Brasil. Outras leis virão, outras pessoas virão, outras investigações serão feitas”, afirmou o ex-presidente.

Lula também foi questionado sobre o inquérito que envolve seu filho, Luis Cláudio Lula da Silva, sócio proprietário da LFT Marketing Esportivo, na Operação Zelotes. A FT é suspeita de ter sido favorecida pela suposta compra de medidas provisórias pela Marcondes & Mautoni, consultoria que fazia lobby no Congresso para montadoras. Após criticar a cobertura do caso, Lula apontou que será uma oportunidade de Luis Cláudio se defender.

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“O que acho grave”, ressalvou Lula, “é que o mesmo critério adotado comigo não é usado com os outros. E eu não sou daqueles que ficam torcendo para que façam com os outros o que fazem comigo. Não. Tenho que provar que não tenho culpa. (…) Eu duvido que tenha nesse País um empresário que esteja na Lava Jato, ou não esteja na Lava Jato, que goste ou não de mim, que diga que um dia conversou qualquer coisa comigo que não fosse possível de ser concretizada em qualquer lugar do mundo. Não está escrito na minha testa ‘converse comigo sobre banalidade ou corrupção'”, disparou o ex-presidente.

“Sociedade desesperançada”

Na entrevista, Lula também abordou a crise política e econômica que o governo Dilma Rousseff (PT) atravessa desde que foi reeleita. O petista considerou que a população brasileira vive um clima de “desesperança” alimentado pela grande mídia há alguns anos. “Vamos discutir com seriedade. A sociedade está desesperançada porque há muito tempo há uma política determinada de setores do meio da comunicação de negar a política [e os políticos]. Acho que a imprensa pode divulgar e fazer a crítica que quiser, é um direito. Quem tem que fazer a censura é o telespectador, ouvinte e leitor, não o político. Mas você não pode achar que tem saída [para a crise] fora da política”, comentou.

Lula também negou que tenha tentado derrubar o ministro Joaquim Levy da Fazenda para alojar Henrique Meirelles. O ex-presidente lembrou que ficou cinco anos sem dar entrevistas à imprensa porque não acha que tem que dar palpites à Dilma sobre o governo. Ele também disse que a atual crise é difícil de ser dissipada, mas não impossível. Salientou que a presidente fez uma reforma ministerial que começa a demonstrar resultados e afastou qualquer possibilidade de impeachment.

Eleições

Sobre 2018, Lula disse que é natural que a sociedade queira “renovação na política”, uma vez que o PT completará 16 anos no Palácio do Planalto ao término do mandato de Dilma. Mas, segundo Lula, também é natural que o PT queira permanecer no poder. Ele reafirmou que o partido tentará trabalhar outro presidenciável para a próxima disputa eleitoral, mas admitiu que ele próprio se colocará como candidato caso o projeto de desenvolvimento social iniciado pelo PT em 2003 esteja em risco.

 

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