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Lei do direito de resposta é conquista democrática

Lei do direito de resposta é conquista democrática

Lei do direito de resposta é conquista democrática – Crédito: Nossa Política

 

A notícia falsa atenta contra o bom jornalismo e, sobretudo contra a democracia. Por isso entendemos a Lei do direito de resposta como uma conquista democrática, uma vitória sobre aqueles que se acham no direito de assassinar reputações.

A aprovação do PL 6446/2013 causou frisson na última semana. Da autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), dispõe sobre o direito de resposta ou retificação do ofendido por matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social.

Não é ainda a Lei de Meios, entretanto, provocou cólicas na imprensa tradicional.

Durante o Jornal Nacional da última quarta-feira (04), a repórter Cláudia Bomtempo se contorceu para dar ao vivo a nota da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), repudiando alguns pontos da lei e invocando a liberdade de imprensa, este mantra que somente é suscitado pela mídia quando o calo aperta.

Depois a ANJ (Associação Nacional dos Jornalistas) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) se juntaram no coro das entidades chorosas.

Elas utilizam o mesmo discurso infundado de que “querem garrotear a liberdade de imprensa e intimidar o trabalho de jornalistas investigativos”.

Ora, se todos os jornalistas investigativos do Brasil tiverem a torpeza, por exemplo, de Lauro Jardim, Thiago Prado e Leslie Leitão, não vai sobrar espaço nos veículos de comunicação além de direitos de resposta.

Porque repórteres como eles não têm compromisso com a verdade. São ficcionistas de má fé. A revista ‘Veja’ que publicou matéria em julho acusando o senador Romário Faria (PSB-RJ) de ter conta ilegal na Suíça até hoje não cedeu um centímetro para a resposta do parlamentar, mesmo sabendo que as informações eram falsas.

Leia também: Romário comprova: extrato da Veja é falso

Deu tempo até para o Lauro Jardim mudar de trabalho. E publicar um novo furo totalmente inverídico em sua primeira empreitada na caserna da família Marinho.

A manchete de estreia do jornalista em O Globo estampava a seguinte informação: “Em delação, Fernando Baiano diz que pagou despesas pessoais de filho de Lula”.

A Polícia Federal, instada pelos advogados do Lulinha, concedeu documentos comprobatórios: Baiano jamais o havia citado em suas delações.

Passados exatos vinte e oito dias, eis que O Globo concebe uma errata lateral, quase imperceptível, onde Jardim se desculpa e deixa tudo passar em brancas nuvens.

E o mais incrível: a matéria, um erro jornalístico clamoroso, permanece na internet à disposição para quem quiser acessá-lo e utilizá-lo em nome das mais esdrúxulas causas.

As entidades que defendem com unhas e dentes a liberdade de expressão deveriam também defender aqueles que são injustamente expostos em capas, manchetes e notícias notadamente inverídicas; deveriam  saber que a liberdade de imprensa, ainda que intocável e inarredável, não está acima da democracia; a democracia é um bem maior e se reconhece na isonomia dos cidadãos.

Não há direitos iguais, portanto, se uma empresa de mídia expõe uma pessoa, publica uma inverdade sobre ela, manipula a opinião pública e não lhe concede o direito de responder a esta injúria. Onde está a democracia neste processo?

É evidente que jornalistas responsáveis não será penalizados com esta lei; não terão de ceder espaço em seus veículos por distribuir injúrias e estabelecer inverdades; os bons jornalistas não manipulam a notícia e jamais comprometem a verdade factual.

A aprovação desta lei implicará em mais responsabilidade para os meios de comunicação. Para que não construam ilações, para que não vendam falsas notícias com a sombra do delito e o medo da punição.

Imprensa livre sim, mas acima de tudo responsável pelo que publica.

base10

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