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Idiotismo midiático: uma doença grave

Idiotismo midiático: uma doença grave

Idiotismo midiático: uma doença grave – Crédito: Reprodução

 

A imprensa converte um exército de adeptos em massa de manobra; o idiotismo midiático é uma doença grave em nossa sociedade em tempos de liberdade do pensamento.

Durante as décadas de 1990 e 80, o Jornal Nacional batia médias de 35 pontos no Ibope. Era uma marca espetacular e a demonstração de que os seus telespectadores eram extremamente fidelizados.

O telespectador não se importava em ser comparado a Homer, o beócio chefe da família Simpson, criado por Matt Groening, e que se contenta em assistir tudo aquilo que lhe impõe a televisão.

A robotização dos apresentadores representava muito mais do que um simples padrão jornalístico: era a prova de que ali a verdade estava em primeiro lugar; em segundo a imparcialidade.

Era impossível acreditar que o William Bonner, com toda a sua segurança, não estivesse falando a verdade.

Com o advento da internet, o simples consumidor de notícias passou a também produzi-la e questiona-la.

O contato do cidadão com as informações o transformou em senhor de suas convicções, mestre de suas próprias análises.

A notícia jamais é assimilada sem que antes seja analisada.

Entretanto, isto não é uma regra.

Existem ainda sujeitos despreparados capazes de confiar numa fonte de notícias de olhos fechados.

A ‘Veja’ não teria tantos leitores se aqueles que a leem analisassem as ocasiões em que a revista mentiu, falseou ou manipulou alguma informação.

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Tanto ela como outros veículos de comunicação adotaram um público que sofre de uma gravíssima doença: o idiotismo midiático.

A história de que a imprensa sempre se comporta de acordo com as suas necessidades é uma grande mentira. E nos últimos onze meses foi possível comprovar que ela é partidária e escolheu um lado da história.

Esta imprensa se vale do exército que arredou.

Diante da incapacidade de pensar e analisar o que está por trás das notícias, o sujeito se aliena. Permanece submetido a um status em que não pode negar a existência de verdade em tudo o que ouve, lê ou assiste.

E quando se pensava que a incapacidade analítica havia sido suprimida pela evolução dos tempos, o analfabetismo político travestido de ódio surge como uma das mazelas mais gritantes da nossa sociedade.

É um mal sintomático; uma demonstração de que o brasileiro ainda é facilmente manipulável.

Assim como é um erro grave pensar que imprensa cumpre seu dever de disseminar as informações de acordo com princípios éticos.

As missões, valores e visões destas empresas não passam de lembranças arcaicas do bom jornalismo; o que elas fazem na verdade é defender os seus interesses quase sempre escusos.

Jamais se pensou que um jornal pudesse peitar um presidente da República em editorial como a Folha fez com a Dilma; também não se podia esperar que a Veja, a três dias da eleição presidencial, armasse um ardil contra a petista.

A imprensa continuará seguindo o seu papel enquanto as massas lobotomizadas formarem seu exército.

E o Brasil segue em convalescença. Doente doente.

base10

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