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Quem estaria por trás da greve dos caminhoneiros?

Quem estaria por trás da greve dos caminhoneiros?

Quem estaria por trás da greve dos caminhoneiros? – Crédito: Marcelo Camargo/ABr

 

Por trás da greve dos caminhoneiros, uma greve não propositiva, porque eles não reivindicam coisa alguma, estão os “grupos de internet”, segundo confederação.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (9) que a greve dos caminhoneiros é pontual e tem o único objetivo de desgastar politicamente o governo.

“Esta é uma greve pontual que atinge especificamente algumas regiões do país. É infelizmente uma greve que se caracteriza como uma aspiração única de desgaste político do governo”, declarou em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

O ministro disse que espera que os que estão envolvidos nessa mobilização, que tem “único objetivo de desgaste político”, possam colocar acima de qualquer outra questão os interesses da população brasileira.

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Na madrugada desta segunda, caminhoneiros bloquearam algumas rodovias no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins.

O ministro afirmou que nenhuma entidade representativa da categoria procurou o governo para apresentar a pauta de reivindicações e disse que o governo está sempre  aberto para o diálogo.

“Uma greve, geralmente, vem com questões econômicas, sociais e, geralmente, é propositiva. Mesmo quando se trata de questões políticas, a greve é propositiva. Eu nunca vi uma greve onde o único objetivo dela é gerar desgaste para o governo. Eu penso que, evidentemente, é uma greve que não busca melhorias para a categoria, busca unicamente o desgaste do governo”, explicou.

O governo federal afirma que, em abril, após a última greve da categoria, atendeu a maior parte das reivindicações dos caminhoneiros.

Sem apoio

Em nota, divulgada na quarta-feira (4), a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) repudiou os atos que, segundo a ela, estariam sendo organizados por “grupos de internet”.

A entidade considerou “imoral” a paralisação por se utilizar da “boa-fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos no país e pressionar o Governo em prol de interesses políticos ou particulares, que nada têm a ver com os problemas da categoria”.

Leia a nota na íntegra:

“Manifestação no dia 09 de novembro: comunicado da CNTA

Diante de mais uma pretensa paralisação de caminhoneiros convocada por grupos de internet, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) comunica que:

1 – sempre manifestamos nosso apoio a movimentos de interesse específico da categoria dos caminhoneiros autônomos, organizados ou não, desde que haja representantes que respondam pelos atos que praticam;

2 – consideramos imoral e repudiamos qualquer mobilização que se utilize da boa-fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos no país e pressionar o Governo em prol de interesses políticos ou particulares, que nada têm a ver com os problemas da categoria;

3 – paralisações, greves e protestos são legítimos em um regime democrático, mas assim como acontece com outras categorias profissionais, as entidades sindicais que têm a prerrogativa legal de deflagrar uma greve, passam obrigatoriamente pela elaboração de uma pauta de reivindicação específica da categoria que representam, para ser aprovada em assembleia geral, que é quem tem, ao final, a legitimidade de deflagrar uma greve;

4 – Os caminhoneiros há muito vêm construindo a sua organização de representação sindical. Não podemos admitir agora que pessoas estranhas, sem histórico algum de representação da categoria, utilizem-se do respeito que o caminhoneiro conquistou junto à opinião pública pela força e importância que exercem na economia do país. Força essa reconhecida pelo governo sobre a necessidade de suas reivindicações serem discutidas mais abertamente;

5 – hoje podemos contar com o Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas que foi criado para ser um canal aberto e direto do setor de transportes com a inovação de estar conjuntamente sendo representado por caminhoneiros autônomos, empresas de transporte de cargas, embarcadores e Governo;

6 – a CNTA se constitui hoje em seis federações e mais de cem sindicatos de caminhoneiros autônomos de todo o país. Por isso, respeitamos qualquer manifestação de interesse público de forma organizada. A rodovia é o escritório de trabalho dos caminhoneiros, assim como o mecânico tem a oficina, o bancário trabalha na agência. Portanto, o direito de manifestação e participação espontânea não deve ser confundido com a interrupção de rodovias obrigando a paralisação de quem precisa trabalhar ou não concorda com a manifestação;

7 – é importante registrar as graves consequências que um bloqueio de rodovias traz tanto para os transportadores que delas se utilizam, como para a sociedade em geral. É incalculável o prejuízo econômico, social e pessoal que esse tipo de atitude traz. Neste momento, consultada a categoria, ela manifesta sua necessidade de trabalhar e não de paralisar. Até porque a dificuldade econômica por que passamos, não é exclusividade dos transportadores rodoviários, e sim de todo o país;

7 – entendemos e reconhecemos a frustração tanto dos caminhoneiros como da população com a situação econômica do Brasil. No entanto, a CNTA acredita em uma guinada, a exemplo de outros países considerados potências econômicas, que também passaram recentemente por crise financeira, mas com a luta e apoio da população, de forma inteligente e organizada, viraram o jogo e estão novamente em crescimento;

8 – Ao consultar a sua base de representação, a CNTA e as entidades que a compõe, federações e sindicatos, optam pela defesa dos interesses dos caminhoneiros, por meio do diálogo e negociação com o Governo Federal e setor privado.

A CNTA alerta ainda que antes de qualquer pessoa se intitular uma liderança e promover uma paralisação nacional é preciso partir da premissa que uma crítica deve vir acompanhada de uma sugestão. Gritos de ordem incitando protestos podem conseguir apoio e simpatia, mas sem propostas concretas de nada adiantam.

Curitiba, 04 de novembro de 2015
Diumar Bueno – Presidente da CNTA”

Fonte: Agência PT de Notícias

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