Blog do Mailson Ramos

Gilmar ataca Bolsa Família: ‘é uma política eleitoral’

Gilmar ataca Bolsa Família: é uma política eleitoral

Gilmar ataca Bolsa Família: é uma política eleitoral – Foto: Reprodução/G1

 

Gilmar Mendes há tempos deixou a toga cair e vestiu os paramentos ideológicos da oposição aos governos petistas. E hoje atacou o Bolsa Família, uma política pública, segundo ele, de finalidade puramente eleitoreira.

Este ícone da justiça brasileira chamado Gilmar Mendes disse em palestra que as políticas públicas dos governos Lula e Dilma tem uma finalidade puramente eleitoreira, uma fórmula moderna de comprar votos. Mendes não deve saber que fora do seu círculo de poder, onde os plutocratas batem testa ao se cruzarem, que a desigualdade neste país nunca foi tão combatida como nos governos Lula e Dilma.

Ao criticar o aumento do Bolsa Família em ano eleitoral, Gilmar se esquece que, no mês de agosto, o STF aprovou reajuste de 16,38% para salários dos ministros do tribunal. Eles passaram a ganhar de R$ 33,76 mil para R$ 39,2 mil, ou mais de R$ 5.300 reais, valendo a partir de janeiro/2016.

No Estadão, ele fez coro aos que defendem a supressão das políticas públicas em nome de “eleições mais limpas”:


“A gente fica imaginando a captação do sufrágio como a compra do eleitor via distribuição de telha, saco de cimento, tijolo. Na verdade, em termos gerais, dispõe-se da possibilidade de fazer políticas públicas para aquela finalidade. Aumentar Bolsa Família em ano eleitoral, aumentar o número de pescadores que recebem a Bolsa Defeso. Em suma, fazer este tipo de política de difícil impugnação inclusive por parte dos adversários. A Justiça Eleitoral será que estaria preparada para este tipo de debate? O que resulta disto é um déficit de R$ 50 bilhões estimado pelo TCU (Tribunal de Contas da União).”


Diferentemente do reajuste do Bolsa Família, calculado sobre esta atmosfera esquizofrênica de crise. Considerando o aumento de maio de 2014, quando o benefício-base do Bolsa Família foi de R$ 70 para R$ 77 (um brutal aumento de R$ 7), Mendes teceu a enésima crítica aos governos petistas.

Leia também: Gilmar Mendes envergonha até a própria classe

O que se esconde por trás de suas críticas é sempre um conteúdo de aversão ao petismo. Faz inveja a qualquer humanista a preocupação que Gilmar Mendes tem pelos pobres e pela lisura do processo eleitoral. Logo ele que foi chamado de coronel pelo Joaquim Barbosa.

1 Comentário

  • No exterior, o reconhecimento do Programa Bolsa Família é notável: políticos do mundo todo e pesquisadores das mais prestigiosas universidades querem conhecer essa política social. Já no Brasil, o cenário é bastante diferente. Passada mais de uma década, uma grande parte da população ainda tem grande dificuldade de aceitar os benefícios alcançados pelo Bolsa Família. Poder-se-ia argumentar que o entusiasmo de fora é fruto do desconhecimento da realidade brasileira. Nós acreditamos que o que ocorre é exatamente o contrário: fora do Brasil, as pessoas olham abertamente para No exterior, o reconhecimento do Programa Bolsa Família é notável: políticos do mundo todo e pesquisadores das mais prestigiosas universidades querem conhecer essa política social. Já no Brasil, o cenário é bastante diferente. Passada mais de uma década, uma grande parte da população ainda tem grande dificuldade de aceitar os benefícios alcançados pelo Bolsa Família. Poder-se-ia argumentar que o entusiasmo de fora é fruto do desconhecimento da realidade brasileira. Nós acreditamos que o que ocorre é exatamente o contrário: fora do Brasil, as pessoas olham abertamente para Programa, desprovidas dos preconceitos que paralisam uma grande parte da população brasileira.

    Com base nos relatórios de impacto do Bolsa Família, sintetizamos aqui algumas das conquistas alcançadas nos últimos 11 anos. Nosso objetivo é ajudar a desconstruir alguns mitos que prevalecem no senso comum, como a ideia de que o Bolsa Família está produzindo uma geração de “vagabundos”. Na verdade, devido à condicionalidade na área de educação e saúde, o Programa comprovadamente está produzindo exatamente o oposto: uma geração de estudantes com frequência escolar 10% maior do que a média nacional, uma população mais saudável e, finalmente, trabalhadores mais engajados – e consequentemente mais críticos e exigentes – no mercado de trabalho.

    1. O Bolsa Família tem um custo muito baixo aos cofres públicos

    Ao contrário do que é dito popularmente, em termos econômicos, o Bolsa Família é um programa barato, representando apenas 0,45% do Produto Interno Público (PIB) brasileiro.

    2. Aquecimento da economia

    O dinheiro pago ao Bolsa Família volta para os cofres públicos via impostos, já que ele é usado principalmente para a compra de produtos básicos para uso imediato, como comida e remédios, ou a médio prazo, como bens duráveis. Por ser um dinheiro dinâmico de alta circulação, ele também aquece a economia de baixo para cima, dinamizando, consequentemente, o setor de serviços do País. Como resultado, a cada real adicional gasto no Bolsa Família estimula-se um crescimento de 1,78 reais no PIB.

    3. Superação da extrema pobreza e redução da desigualdade social

    O Bolsa Família ajudou a retirar 36 milhões de pessoas da situação de pobreza. A pobreza e a extrema pobreza somadas caíram de 23,9% para 9,6% da população. Houve uma redução inédita da redução da desigualdade de renda no Brasil nos últimos 10 anos, e o Bolsa Família foi responsável por 13% dessa redução.

    4. Melhorias na saúde da população de baixa renda

    Redução em 51% no déficit de estatura média das crianças beneficiárias. O déficit de estatura é um indicador de desnutrição crônica e está associado ao comprometimento intelectual das crianças. Os meninos beneficiários de cinco anos aumentaram 8 milímetros, em média, em quatro anos.

    Entre 2005 e 2009, a cobertura de vacinação entre as famílias beneficiárias passou de 79% para 82%. As mulheres grávidas beneficiárias têm 1.6 consulta a mais do que as mulheres não beneficiárias na mesma condição.

    Houve também redução da mortalidade infantil entre zero e seis anos em 58% por causas relacionadas à desnutrição e diminuição das doenças infecciosas relacionadas à desnutrição e à diarreia, além do aumento da porcentagem de crianças de até seis meses alimentadas exclusivamente pela amamentação.

    5. Melhorias na educação da população de baixa renda

    O Bolsa Família mantém 16 milhões de crianças e adolescentes na escola. Os estudantes beneficiários do programa têm menor taxa de abandono do que os não beneficiários.

    No ensino médio, a taxa de abandono dos beneficiários do Bolsa Família é de 7,4% ante a dos não-beneficiários de 11,3%. No ensino fundamental, a taxa de abandono foi de 2,8% para os beneficiários do programa, enquanto a dos não-beneficiários era de 3,2%. Ou seja, o cumprimento da condicionalidade do Bolsa Família faz com que os beneficiários não apenas frequentem a escola, mas também apresentem melhores indicadores que crianças pobres e não beneficiárias do programa.

    6. Redução do Trabalho Infantil

    O Bolsa Família ajudou a diminuir o número de horas do trabalho doméstico entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos – decréscimo de 4,5 horas no geral e de 5 horas para os meninos. Houve o adiamento de 10 meses na entrada no mercado de trabalho de crianças e adolescentes do sexo masculino.
    São apenas alguns benefícios trazidos pelos BOLSA FAMILIA. Com todo respeito mas enquanto o povo não acordar que essa onda para tirar o PT, pelo fato de pobres terem crescido em suas rendas em 90% e os Ricos terem crescidos apenas 30%. Gerando uma raiva muito grande. O que vejo e sinto é como estes pobres podem crescer assim se nunca no Brasil foi assim.
    Quem quiser ler o artigo completo segue o link: http://www.cartacapital.com.br/politica/bolsa-familia-11-anos-e-11-conquistas-4636.html

Deixe um Comentário!