Interlocutores e aliados: as fontes da Folha sobre Lula

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Interlocutores e aliados: as fontes da Folha sobre Lula

Interlocutores e aliados: as fontes da Folha sobre Lula

Interlocutores e aliados: as fontes da Folha sobre Lula – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

 

Mais uma vez a Folha de S. Paulo utiliza o discurso de “interlocutores” e “aliados” para adivinhar o pensamento e o comportamento do Lula.

Como a Lava Jato não espetaculariza nem mesmo na Globo, a Folha recorre àquele antigo e bem utilizado modelo de publicação onde as fontes são personagens de identidade não definida, ou seja, um amigo do vizinho de um primo do Lula. Observem as marcações e grifos.

Na Folha:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (24), que a prisão de seu amigo José Carlos Bumlai só comprova que ele é o alvo político de responsáveis pela Operação Lava Jato.

“Ele sabe o que querem com isso”, admitiu o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Okamotto diz que “não há como negar que Bumlai tinha intimidade com o ex-presidente”.

“Ele participava de festas, fez visitas ao instituto. Mas não sei se era amigo [de Lula]. O que é ser amigo na sua opinião?”, argumenta Okamotto, dizendo que Lula não avalia a prisão como “um cerco”, mas como uma “chateação”.

Ainda segundo aliados com quem o ex-presidente conversou, Lula reclama do que, na sua opinião, seria uma condução “espetaculosa” da investigação e “sabe que querem atingi-lo politicamente”. Suas críticas são também ao juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato.

Mais dois colaboradores usaram a expressão “chateado” para descrever o estado de espírito do ex-presidente. Segundo seus aliados, Lula avalia que o “estrago” à sua imagem será irreversível, ainda que as investigações concluam sem apresentar qualquer prova de sua participação em desvios.

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“É como as operações da polícia no Rio de Janeiro. Fazem cem vítimas para atingir um criminoso. Será esse o método correto?”, pergunta Okamotto.

Sem aval

De acordo com relato de aliados, Lula voltou a reclamar de Bumlai e tem repetido : “Se ele fez alguma coisa, não foi com meu aval”.

Embora reconheça que o amigo possa ter se valido dessa intimidade em benefício próprio, Lula se queixou da forma com que a prisão foi executada, sempre com exposição na imprensa.

Nas suas conversas, ele cita outros exemplos do que seriam exageros, como uma busca e apreensão na casa de seu filho, Luiz Cláudio, às 23h.

Integrantes da direção do Instituto Lula afirmam que, seguindo orientação de Lula, preferem acompanhar os desdobramentos do caso antes de se manifestar.

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