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Economistas e banqueiros: os apátridas

Economistas e banqueiros: os apátridas

Economistas e banqueiros: os apátridas – Crédito: Reprodução

 

A opinião do Jornal do Brasil traz uma questão importantíssima: por que os economistas e banqueiros brasileiros torcem contra o Brasil? Eles parecem querer sempre entregar o país ao capital externo.

Declarações de economistas, em jornais de grande circulação, sobre as consequências favoráveis de um impeachment para a economia do país, surpreendem. Sobretudo quando partem de economistas que já tiveram cargos importantes no governo, e que hoje atuam com peso no setor financeiro.

É de se estranhar que as declarações de economistas do setor financeiro, banqueiros, torçam por um desfecho extremo na política. A única justificativa seria o fato de estes economistas estarem vendidos em real, e torcendo por uma maxidesvalorização, pois uma declaração de um banqueiro num país em crise só alimenta suas dificuldades, fundamentalmente tratando-se de ex-funcionário importante do governo brasileiro, insider de todos os números do país.

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Estas declarações diferem frontalmente da dada recentemente pelo prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman. Ele afirmou, em evento em São Paulo, que o país tem dificuldades, mas nada tão extremo que justifique o pessimismo ou pressuponha uma “tragédia”. Foi uma análise técnica e não de interesse financeiro.

As afirmações de economistas banqueiros contra o Brasil só encontram justificativas se também estiverem felizes com a possibilidade de o governo cair e outro governo, como eles chamam, progressista, assumir. E com as dificuldades que alardeiam, o país tenha que vender ativos. O ativo mais conhecido que eles torcem para que seja vendido é a Petrobras.

Como corretores da venda da Vale, alguns já têm a expertise em vender patrimônios brasileiros.

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