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Cunha: ter conta na Suíça não é nada demais

Cunha: ter conta na Suíça não e nada demais

Cunha: ter conta na Suíça não e nada demais – Crédito: Antônio Cruz/ABr

 

Eduardo Cunha concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo; enrolou-se ainda mais em sua trama de delitos inacabáveis. O presidente da Câmara acha que ter conta na Suíça não é nada demais.

Não havia mais dúvida de que Eduardo Cunha tinha aplicado uma sonora banana na cara do povo brasileiro; dele não se pode esperar muito mais do que isso, um achincalhe. Teve tanto poder nas mãos que pensa ainda poder brincar com a inteligência dos brasileiros.

Porque não é possível pensar que esteja falando serio. Normal ter conta ilícita na Suíça?

Na Folha:

Mais de um mês depois de vir à tona a informação de que ocultou um patrimônio milionário na Suíça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reconheceu nesta sexta (6) sua ligação com as contas suspeitas de terem sido irrigadas com recursos desviados da Petrobras.

Alvo de processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara, ele diz que todo o dinheiro tem origem lícito, fruto de negócios que teria feito antes de entrar na vida pública, entre elas a venda de carne enlatada para o exterior e investimentos em ações. “Não tenho falha nenhuma”, afirma. “Sou inocente.”

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Segundo ele, sua atuação no setor privado rendeu lucro entre US$ 2 milhões e US$ 2,5 milhões em dois anos. “[Tem] gente dizendo que tenho bilhão de dólar, que sou milhardário. Se você trabalha 48 meses e consegue obter com operações de lucro este montante, não é nada de mais. Fazendo a coisa correta, óbvio.”

Sobre o 1,3 milhão de francos suíços que, segundo o Ministério Público, é fruto de desvio da Petrobras e que caiu em uma das suas contas, Cunha diz que desconhecia sua origem, admite que ficou sabendo do depósito em 2012 e que deixou o dinheiro parado todos esses anos, aguardando alguém reclamá-lo. Cunha tentará convencer seus pares no Conselho de Ética de que não mentiu quando negou à CPI da Petrobras, em março, ter “qualquer tipo de conta” fora do país.

Seu argumento é que o dinheiro era movimentado por “trusts”, entidades jurídicas organizadas para administrar seu patrimônio no exterior. Mesmo sendo investidor e beneficiário dos “trusts”, ele diz que não é seu dono.

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