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Eduardo Cunha e aliados travam Comissão de Ética

Eduardo Cunha e aliados travam Comissão de Ética

Eduardo Cunha e aliados travam Comissão de Ética – Crédito: Antônio Cruz/ABr

 

Baseando-se nos subterfúgios do regimento e de sua autoridade como presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha esvaziou a Comissão de Ética onde ele será investigado. Da série acredite se quiser.

No G1:

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, conseguiu suspender os trabalhos do Conselho de Ética, na manhã desta quinta-feira (19). O conselho estava reunido para analisar o relatório que pede a continuidade do processo de cassação contra o próprio Eduardo Cunha.

Aliados do presidente da Câmara colocaram em prática várias estratégias para tentar impedir que a sessão do conselho fosse realizada. A primeira delas era não dar quórum. Demorou 50 minutos para que o número mínimo de parlamentares para que a reunião pudesse ser aberta, fosse alcançado. Quando finalmente isso aconteceu, o deputado Manoel Junior, do PMDB, partido de Cunha, pediu a leitura da ata da reunião anterior.

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Neste momento, houve um bate-boca com o deputado José Carlos Araújo, do PSD da Bahia, presidente do Conselho de Ética.

Manoel Junior: “Vossa excelência tem que cumprir o regimento. Tem que ler a ata. Eu solicito a leitura.

José Carlos Araújo: “A ata não ficou pronta”.

Manoel Junior: “Peço o encerramento desta sessão”.

Depois, o deputado André Moura, líder do PSC, também aliado de Cunha, questionou o presidente do Conselho e disse Araújo esperou 50 minutos e não trinta30, como mandam as regras da Câmara, para que os deputados registrassem presença para abrir a sessão. Ele disse que a reunião não poderia estar acontecendo.

Enquanto o Conselho de Ética não conseguia avançar nos trabalhos, o presidente Eduardo Cunha, entrou no plenário às 10h44 e anunciou o início da chamada ordem do dia, o momento das votações. Cunha avisou que as comissões tinham que encerrar os trabalhos e alertou que o que o fosse feito depois desse horário corria o risco de ser anulado. A ordem do dia foi aberta com 189 deputados no plenário. O mínimo para que uma votação possa ser realizada é de 257 parlamentares.

O presidente do Conselho de Ética suspendeu a sessão e disse que iria tentar retomá-la depois da ordem do dia. O debate então se deu no plenário e começou uma discussão sobre a validade da sessão do Conselho de Ética. Presidindo a sessão, um aliado de Cunha, o deputado Felipe Bornier, do PSD-RJ, disse que a sessão do conselho não valeu e, com isso, não poderá ser retomada nesta quinta-feira (19).

O líder do Psol, Chico Alencar, disse que Cunha usa o cargo para atrapalhar as investigações contra ele e que também vai pedir que o procurador-geral da República tome providências: “Estamos levantando uma série de atitudes, como essa de agora, para que a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal saibam que se usa o caso da presidência para se proteger de uma investigação judicial do Ministério Público. Está tudo errado e a gente espera que muitos mais deputados e partidos se insurjam contra isso, em defesa do Parlamento”.

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base10

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