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Acampamento anti-Dilma está com as horas contadas

Acampamento anti-Dilma está com as horas contadas

Acampamento anti-Dilma está com as horas contadas – Crédito: Lula Marques/Agência PT

 

O acampamento anti-Dilma está com as horas contadas. Policia Legislativa terá a tarefa de remover aqueles que tentarem permanecer contra a ordem do Senado e da Câmara.

A atenção de boa parte da imprensa estará voltada, neste fim de semana, para os arredores do Congresso. Mais precisamente para as áreas gramadas integradas aos espelhos d’água em frente ao prédio e, mais adiante, para o descampado diante ao Palácio do Itamaraty. É nesses dois pontos que dois acampamentos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, um deles com defensores do que chamam de “intervenção militar constitucional”, esperam a chegada de forças da segurança pública para a operação de desocupação do local.

Os autodenominados “militaristas” prometem resistência à ordem de retirada – um deles, identificado como Felipe Porto, chegou a avisar que ele e seus colegas recusam qualquer debandada pacífica e que partirão para o confronto com forças de segurança. “Vamos resistir. Estamos armados e, se houver isso [determinação de retirada], vai haver uma carnificina aqui”, disse, na última quinta-feira (19), o membro do grupo pró-intervenção militar. Ao Congresso em Foco, no entanto, colegas de acampamento de Felipe disseram que tudo não passou de bravata, que a declaração foi um “erro”, e que o grupo não tem líder – logo, ele não poderia falar em nome dos acampados.

Na área mais próxima ao Congresso, reina a calmaria entre os membros do outro grupo de manifestantes anti-Dilma – no auge da mobilização, eram cerca de cem barracas e tendas no local, mas agora esse número não chega a três dezenas. Mas a ideia é resistir. Nesta entrevista em vídeo ao site, o coordenador do Movimento Brasil Livre em Minas Gerais, o empresário Pedro Cherulli, 61 anos, diz que a tendência do grupo é deixar a área gramada em frente aos prédios da Câmara e do Senado, onde está acampado há cerca de um mês. Mas com a certeza de que haverá “resistência pacífica” entre os manifestantes anti-Dilma, e sem que seja cumprido o prazo estipulado por autoridades da República – o início da noite de hoje (sábado, 21).

Leia também: Polícia apreende armas de manifestantes

O Congresso em Foco apurou junto à Polícia Legislativa do Senado que um período de “tolerância” será dado até a manhã do próximo domingo (22), extrapolando-se em algumas horas o tempo acertado para a saída. Já a ordem do Governo do Distrito Federal é cumprir o prazo dado para a desocupação, que deve ser executada no início da noite de hoje. Se necessário, com uso de força policial.

“Prefeito” do acampamento, Pedro diz neste vídeo abaixo que os acampados deixarão o local aos poucos, e que provavelmente ainda estarão no local durante todo o domingo (22), quando já terá expirado o prazo de desocupação. A entrevista foi concedida à reportagem no meio do que restou da tribo de ativistas, de onde o empresário olhava uma tenda da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e dizia que, enquanto a estrutura lá estivesse, o MBL não sairia dali.

A ordem de desocupação tem 48 horas para ser cumprida e foi determinada no início da noite de quinta-feira (19), após reunião dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Nos últimos dias, ocorrências policiais chamaram a atenção e expuseram o risco de confrontos violentos entre grupos favoráveis e contrários ao impeachment de Dilma.

Mas, se de um lado o acampamento encabeçado por grupos como MBL e Revoltados Online estão em marcha de debandada, os chamados militaristas anti-Dilma estão determinados a permanecer acampados. Eles alegam estar dentro do prazo de 30 dias que, dizem, foi-lhes dado para acampar no local. Rollemberg, por sua vez, garante que o grupo não tem autorização do Governo do Distrito Federal (GDF) para acampar em qualquer ponto da Esplanada dos Ministérios. Apenas os cerca de 800 metros quadrados de área gramada em frente ao Congresso estão sob responsabilidade da instituição, ao passo em que todo o restante do gramado ao centro da Esplanada, a partir de uma alameda de bandeiras de estados brasileiros, estão sob guarda do GDF.

Entre os militaristas, a ordem é de resistir, e só deixar o local depois do “devido processo legal e uma ordem judicial”. Foi o que disse ao Congresso em Foco o policial civil maranhense Marcelo Penha, 42 anos, espécie de líder informal do grupo – que, paradoxalmente, diz não admitir liderança única entre seus integrantes.

Marcelo foi um dos dois policias flagrados, na última quarta-feira (18), disparando arma de fogo durante a Marcha das Mulheres Negras, na área entre os dois acampamentos.

(…)

Leia na íntegra em Congresso em Foco.

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