Blog do Mailson Ramos

Acabou o caso de amor entre Cunha e os tucanos?

Acabou o caso e amor entre Cunha e os tucanos?

Acabou o caso e amor entre Cunha e os tucanos? – Crédito: ABr

 

O que se esconde por trás do discurso feroz de Carlos Sampaio contra Eduardo cunha? O fim de uma aliança? Ou a histórica e inenarrável teatrologia tucana?

A aliança entre Eduardo Cunha e o PSDB era de pedra e cal. Daquelas parcerias que somente podem ser entendidas quando as duas partes almejam uma conquista de impactantes dimensões. A deles era derrubar a presidenta Dilma com pedidos de impeachment sem base jurídica.

Foi com o auxílio dos tucanos, por exemplo, que Eduardo Cunha manobrou para aprovar a redução da maioridade penal. E estraçalhou o governo durante longo período compreendido entre março e junho deste fatídico ano de 2015.

Enquanto o PSDB assistia aos sucessivos nocautes do Cunha sobre o governo, o Brasil estagnava. A celeridade nas votações beneficiava apenas ao presidente da Câmara e aos seus asseclas. Deputados governistas pareciam lutadores cambaleantes entre as cordas e os punhos dos adversários.

Até o dia em que os tucanos popularizaram a criação de pedidos de impeachment.

A partir deste momento, os pedidos mais esdrúxulos e sem base jurídica pousaram sobre a mesa do presidente da Câmara. Até mesmo o MBL (Movimento Brasil Livre), liderado por Kim Kataguiri, não perdeu a oportunidade de enviar sua petição de impedimento.

Tantos foram os afãs compartilhados entre Cunha e o PSDB durante o período que eles trouxeram para a squadra um nonagenário chamado Helio Bicudo que a imprensa, como somente ela sabe fazer, alcunhou de “um dos fundadores do PT”.

Leia também: O melancólico papel de Hélio Bicudo

No círculo de Bicudo estavam Paulinho da Força, Carlos Sampaio, Mendonça Filho, Kataguiri e Reale Jr. Tudo farinha do mesmo saco.

Enquanto Cunha aguardava o tão alardeado pedido de Reale Jr. e Bicudo, o PSDB se lançava na TV em propaganda eleitoral contra o governo, dizendo-se a favor do Brasil, coisa que eles nunca foram nem em sonho.

Aécio Neves tinha os olhos rutilantes.

Não poderia estar tão bem encaminhado o golpe.

Nem mesmo a delação de Júlio Camargo fez arrefecer a aliança dos tucanos com o Cunha.

O golpe avançou até o estágio final. E não logrou por causa do ministério público da Suíça. As contas que o achacador-mor da República mantinha no país europeu chegaram às manchetes dos jornais.

As evidências vazadas à imprensa esclareceram as ilegais movimentações de Cunha no exterior. Mas ainda assim, Carlos Sampaio (leia-se Aécio Neves) resolveu dar ao acusado o benefício da dúvida.

Convocou até coletiva de imprensa para mostrar que estavam ainda alinhados. Pelo menos para derrubar a presidenta da República.

A situação de Eduardo Cunha se tornou insustentável. Quando os partidos de oposição da esquerda, como Psol, resolveram partir para o embate final contra o presidente da Câmara, os tucanos emitiram uma nota pedindo o seu afastamento; horas depois seriam fotografados saindo da casa do Cunha, em Brasília.

A hasgtag #ForaCunha que o Nossa política utiliza em sua página oficial no Facebook só foi aderida pelo PSDB quando a boiada já tinha passado. Nem mesmo o Kataguiri que posou em fotos com o peemedebista demorou tanto tempo para pular do barco.

Atualmente o PSDB vocifera contra aquele a quem se aliou inexoravelmente.

Como eles são caroneiros e pulam de galho em galho ao sabor do vento, não se podia esperar outro discurso senão aquele que sugere a aliança entre Cunha e o PT.

Protegidos da justiça, os tucanos fazem o que querem.

Qualquer cidadão com o mínimo de acesso à informação poderá pesquisar neste ou em outros sites de notícias a aliança entre PSDB e Cunha. Para não faltar com a verdade.

Para talvez entender que nas relações políticas não rompimento para sempre.

base10

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